Crise no Irã causa impacto no mercado financeiro! Bolsas sobem, mas especialista alerta: “Modo choque” revela falhas na previsão. Petróleo dispara!
O INSIGHT observou um envelhecimento rápido e preocupante da situação após os bombardeios no Irã. O primeiro dia de negociação subsequente não refletia a aversão ao risco que havia sido discutida, com bolsas nos Estados Unidos apresentando uma leve alta.
Muitos analistas apontaram para um atraso na percepção do impacto, mas Robin Brooks, especialista, demonstra que a mudança de perspectiva não ocorreu de forma abrupta. Ele argumenta que os argumentos que minimizavam os efeitos do conflito se mostraram incorretos.
Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-estrategista do Goldman Sachs, destaca uma tendência do mercado de subestimar choques quando o inesperado acontece. Ele cita um exemplo: “Um analista enfatizou o fato de que a alta de ontem do petróleo foi a 73ª maior valorização desde 1988.
Não estou certo de como essa é uma informação minimamente útil, mas deu a entender que o movimento não foi nada demais”, ironiza. Brooks acredita que a admissão de surpresa implica em falha na previsão, um fator crítico no mercado financeiro.
O preço do petróleo apresentou um “spike” significativo, três vezes maior do que a alta registrada em 24 de fevereiro, dia da invasão da Ucrânia. Brooks ressalta que essa é uma mudança considerável, independentemente da perspectiva. Comparando os dois conflitos, ele observa que a Rússia exporta 7 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto 20 milhões passam pelo Canal de Suez. “O que está acontecendo agora tem uma escala muito maior do que em 2022”, afirma.
Brooks discorda que as reações foram tímidas, argumentando que o mercado estava em “modo choque” desde o início. O S&P 500 permaneceu estável, contrastando com a alta de 2% registrada quando a Ucrânia foi invadida. Ele destaca que o ouro subiu fortemente, ao contrário de 2022, quando houve uma queda. “O ‘debasament trade’ fez o ouro mais proeminente”, explica Brooks.
Em relação ao real, ele acredita que a moeda brasileira está se beneficiando da guerra no Oriente Médio, com uma queda menor do que a observada em 2022, de mais de 2% no dia da invasão da Ucrânia.
Brooks prevê que o mercado reconhecerá mais cedo os benefícios da guerra para o Brasil, em comparação com o que ocorreu em 2022. Ele acredita que a dinâmica atual indica uma oportunidade para o país, impulsionada pela maior escala do conflito no Irã.
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