Crise no Irã: Milhares de Mortos em Protestos
A situação no Irã continua tensa, com estimativas de cerca de 2 mil mortes confirmadas em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, segundo informações divulgadas por autoridades iranianas à Reuters na terça-feira, 13 de setembro de 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As autoridades apontam grupos terroristas como responsáveis pela perda de vidas, tanto de civis quanto de membros das forças de segurança. A escalada da violência ocorre em meio a protestos que se iniciaram no final de dezembro de 2025, impulsionados por uma grave crise econômica que assola a região.
A crise econômica, marcada por alta inflação, desvalorização da moeda e aumento dos preços de produtos básicos, tem gerado forte insatisfação popular. A verificação independente dos números de mortos e feridos é um desafio, devido ao controle do governo sobre a informação.
LEIA TAMBÉM!
A retórica oficial, liderada pelo aiatolá Ali Khamenei, que descreve os manifestantes como “sabotadores”, intensifica a repressão.
O Procurador-Geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, adotou uma postura ainda mais dura, classificando todos os participantes dos protestos como “mohareb” – indivíduos considerados inimigos de Deus – e sujeitos à pena de morte, conforme a legislação iraniana.
O governo respondeu aos atos de protesto com uma forte repressão, utilizando armas de fogo, gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, conforme relatos da Human Rights Activists News Agency (Hrana).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente Masoud Pezeshkian, em um esforço para conter a escalada, instou a população a manter distância de “terroristas e badernistas” e buscou uma via de saída para a crise. Adicionalmente, o líder acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem” no país.
Em resposta, o Irã ameaçou retaliar contra Israel e bases dos Estados Unidos em caso de ataques norte-americanos.
O ex-presidente Donald Trump, em um comunicado, alertou que poderia atacar o país “muito duramente” caso as autoridades locais “começassem a matar pessoas” durante os protestos. A situação permanece complexa e volátil, com riscos de umitdade escalada e consequências imprevisíveis.
