Protestos no Irã: Relatos de Repressão e Crescimento de Mortes
Cidadãos iranianos relataram ao jornal The New York Times que as manifestações no país estão sendo duramente reprimidas. Os relatos indicam que as forças armadas receberam autorização para usar força letal durante os protestos. A situação se agrava com informações de fontes internas do Ministério da Saúde iraniano, que apontam para um balanço de pelo menos 3.000 mortos desde o início dos protestos em dezembro de 2023.
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A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana) apresentou dados mais recentes. Na terça-feira (13), a organização contabilizou 2.003 mortes, com 1.850 manifestantes, 135 membros do governo e forças armadas, além de nove civis e nove crianças que não estavam envolvidas nos protestos.
A Hrana ressaltou que o número de vítimas pode aumentar significativamente após a conclusão da análise de 770 casos ainda não verificados.
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Além das mortes, a organização informou que mais de 16.700 pessoas foram detidas durante os confrontos. A origem dos protestos, inicialmente focada no aumento do custo de vida, evoluiu para uma contestação mais ampla ao regime teocrático iraniano, estabelecido após a Revolução Iraniana de 1979.
