O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamad Eslami, reiterou que o Irã não pode ser impedido de desenvolver seu programa nuclear. Em declarações recentes, Eslami enfatizou que o enriquecimento de urânio é um componente fundamental para qualquer atividade nuclear, independentemente do objetivo final.
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Ele ressaltou que o programa nuclear iraniano segue as diretrizes estabelecidas pela AIEA, e que o país tem o direito de se beneficiar pacificamente dessa tecnologia, sem interferências externas.
Preparativos para uma Possível Ação Militar dos EUA
Enquanto isso, o Exército dos Estados Unidos estaria preparado para lançar um ataque contra o Irã ainda neste fim de semana. Essa informação foi divulgada pela CNN e pelo The New York Times, que relataram que a Casa Branca foi alertada sobre o preparo das forças americanas, resultado de um reforço significativo de ativos aéreos e navais no Oriente Médio.
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O aumento da presença militar elevou o nível de prontidão para uma eventual operação ofensiva.
Avaliação e Consulta de Cenários por Trump
Apesar da preparação das forças americanas, a decisão de agir ainda não foi tomada. O presidente Donald Trump teria debatido os prós e contras de uma ação militar em reuniões reservadas, consultando assessores e aliados sobre a melhor estratégia.
Uma reunião da equipe de segurança nacional na Casa Branca na quarta-feira, juntamente com relatos do enviado especial Steve Witkoff e de seu genro, Jared Kushner, sobre conversas indiretas com autoridades iranianas, indicaram que a avaliação do tema estava em andamento.
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A fonte da CNN mencionou que Trump estava dedicando “muito tempo” à análise da situação.
Preparativos de Israel e Reforço Militar Americano
O país de Israel intensificou seus preparativos para um possível confronto, com o gabinete de segurança planejando uma reunião no domingo, 22. Fontes da Defesa israelense indicaram que a hipótese em discussão seria uma operação de vários dias, visando pressionar Teerã a fazer concessões em relação ao seu programa nuclear nas negociações.
Para reforçar sua presença na região, o porta-aviões USS Abraham Lincoln foi acoplado ao grupo de batalha, acompanhado por dezenas de aviões-tanque, mais de 50 caças e dois grupos de ataque de porta-aviões, além de destróieres, cruzadores e submarinos.
Medidas Preventivas e Diplomacia como Prioridade
Em resposta a essas tensões, o Pentágono iniciou a retirada temporária de parte de seu pessoal do Oriente Médio, principalmente para a Europa e os Estados Unidos, como medida preventiva. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a diplomacia continua sendo a primeira opção do governo, sem comentar a possível coordenação com Israel.
A situação permanece complexa, com a avaliação contínua de riscos e a busca por soluções diplomáticas.
