Protestos no Irã diminuem após repressão! Trump e aliados buscam diálogo com Teerã. Sanções e crise humanitária expostas. Saiba mais!
Organizações de monitoramento relatam uma redução na intensidade dos protestos contra o sistema teocrático da república islâmica no Irã, após uma repressão severa que resultou em milhares de mortos e um apagão generalizado da internet. A ameaça de uma intervenção dos Estados Unidos contra o Irã também parece ter diminuído significativamente.
Um funcionário saudita informou que países do Golfo – Arábia Saudita, Catar e Omã – haviam persuadido o presidente americano a oferecer uma “oportunidade” a Teerã. Essa iniciativa surge em um contexto de tensões elevadas, com o objetivo de evitar uma escalada do conflito.
O grupo de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, contabiliza pelo menos 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança. Segundo o diretor do grupo, Mahmood Amiry-Moghaddam, as autoridades, lideradas pelo aiatolá Ali Khamenei, teriam cometido um dos crimes mais graves da história, com relatos de manifestantes mortos a tiros enquanto tentavam escapar, o uso de armas de guerra e a execução de manifestantes feridos.
A internet permanece desligada há mais de 180 horas, um período superior às manifestações massivas de 2019, conforme monitorado pela ONG Netblocks. Vídeos recentes mostram corpos alinhados em necrotérios e familiares em busca de seus entes queridos.
A AFP confirmou a autenticidade dessas imagens, capturadas em locais específicos.
O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e planeja discutir a situação com o primeiro-ministro iraniano Masoud Pezeshkian. A Casa Branca confirmou uma conversa entre Trump e Netanyahu, com o pedido israelense de que não haja intervenção militar.
A Arábia Saudita, Catar e Omã intensificaram esforços diplomáticos para convencer Trump a dar ao Irã a chance de demonstrar suas intenções.
A Casa Branca anunciou sanções econômicas contra autoridades acusadas de coordenar a repressão. Em Nova York, a jornalista iraniano-americana Masih Alinejad afirmou que “todos os iranianos estão unidos” contra o sistema clerical. O representante iraniano na ONU, Gholamhosein Darzi, criticou Washington por explorar os protestos com fins geopolíticos.
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