O governo do Iraque manifestou nesta quinta-feira uma profunda preocupação com o aumento da instabilidade no Golfo Pérsico. A situação, marcada por recentes ataques a petroleiros em águas iraquianas, tem gerado alertas sobre o impacto potencial para a economia global e o fornecimento de energia.
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O Ministério do Petróleo do Iraque enfatizou a necessidade de garantir a segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas, buscando evitar que se tornem palco de conflitos.
Incidentes e Reações Imediatas
A preocupação se intensificou após dois petroleiros sofrerem ataques em águas territoriais iraquianas, ocorridos entre a quarta e a quinta-feira, por volta da meia-noite. As autoridades iraquianas classificaram os incidentes como atos de sabotagem e uma violação da soberania nacional.
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A SOMO, empresa estatal responsável pelas exportações de petróleo do Iraque, informou que um dos navios, com bandeira das Ilhas Marshall e contratado por uma empresa iraquiana, e outro, com bandeira de Malta e transportando condensado da Companhia de Gás de Baçorá, foram alvos dos ataques.
Impactos e Investigação
O governo de Bagdá expressou sua indignação diante dos ataques, considerando-os ações covardes. Equipes de resgate conseguiram retirar 37 tripulantes dos navios e, lamentavelmente, recuperaram o corpo de um membro da tripulação. As autoridades iraquianas estão conduzindo uma investigação para determinar a causa das explosões, buscando esclarecer se os petroleiros foram atingidos diretamente ou se um artefato explosivo improvisado foi utilizado.
Risco para o Mercado Global
O Ministério do Petróleo alertou que ataques a rotas marítimas e infraestrutura energética representam um risco direto para a segurança de civis e trabalhadores do setor de transporte marítimo. A situação também pode afetar milhões de pessoas, impactando a economia regional e global.
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O Iraque pediu moderação a todas as partes envolvidas, considerando sua posição estratégica como produtor de energia e ponto de diálogo na região.
Consequências e Desafios no Estreito de Ormuz
O conflito na região, que se intensificou a partir de 28 de fevereiro, tem gerado pressão sobre os mercados globais de energia, especialmente devido ao bloqueio quase total do tráfego no Estreito de Ormuz. A passagem marítima concentra cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.
Desde o início do conflito, tem havido um aumento nos ataques a refinarias, usinas de gás e campos petrolíferos, além da redução de rotas por parte de algumas companhias de navegação e restrições de cobertura por seguradoras. Essas medidas elevam os custos de transporte e ampliam as interrupções logísticas no comércio internacional de energia.
