Israel anunciou, nesta segunda-feira (26), uma “reabertura limitada” da passagem de fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egito. Essa medida segue o acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, resultado de negociações com representantes dos Estados Unidos em Jerusalém.
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O anúncio foi feito através da rede X, pelo gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
A passagem de Rafah é crucial para o fluxo de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Organizações internacionais e agências da ONU têm solicitado há muito tempo a sua reabertura. No entanto, até então, Israel não autorizava a passagem, alegando que o grupo Hamas ainda detinha o corpo do último refém israelense, o policial Ran Gvili.
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A família do refém pressiona por uma ação imediata, exigindo que a segunda fase do acordo de cessar-fogo seja adiada até que o corpo de Gvili seja devolvido. Essa fase inclui o desarmamento do Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza e a presença de uma força internacional.
Buscas pelo Corpo do Refém
Enquanto isso, forças israelenses realizavam buscas em um cemitério no norte de Gaza, em busca dos restos mortais de Gvili. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que iniciou a guerra em Gaza, resultou na captura do jovem de 24 anos. “A operação está sendo realizada em um cemitério no norte de Gaza e envolve extensos esforços de busca, utilizando todos os recursos de inteligência disponíveis”, informou o gabinete de Netanyahu.
O Hamas confirmou as buscas e disse ter fornecido informações aos mediadores sobre o local onde os restos mortais poderiam ser encontrados. Equipes especializadas, incluindo rabinos, equipes de busca e especialistas em odontologia, estavam envolvidas nas buscas.
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Incêndio na Sede da UNRWA
Em outro desenvolvimento, a sede da Agência da ONU para Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA) em Jerusalém Oriental foi incendiada. A agência não detalhou a causa do incêndio, que ocorreu em um imóvel já parcialmente demolido pelas autoridades israelenses.
A UNRWA já havia perdido algumas de suas instalações devido a demolições anteriores.
Israel tem questionado o papel da UNRWA, acusando a agência de ser utilizada por combatentes do Hamas. O conflito entre Israel e o Hamas já causou a morte de mais de 71 mil pessoas em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do território, que são considerados confiáveis pela ONU.
