O vice-presidente da Câmara dos Representantes, J.D. Vance, utilizou seu voto de desempate no Senado nesta sexta-feira (16) para derrubar uma resolução que permitiria o uso da força militar contra a Venezuela sem a aprovação explícita do Congresso.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa decisão encerrou uma tentativa da oposição democrata de reafirmar o papel do poder legislativo no controle de decisões de guerra. A proposta, baseada na War Powers Resolution, legislação federal que limita a atuação do presidente no exterior, enfrentou forte resistência no Senado.
Detalhes da Proposta e seus Objetivos
A resolução democrata exigia que qualquer ação militar direta dos Estados Unidos contra o governo venezuelano necessitasse de autorização prévia do Congresso, com exceção de casos de defesa imediata contra ataques diretos. Os proponentes da medida argumentavam que o objetivo era evitar uma escalada militar unilateral, considerando o endurecimento da política externa da administração do presidente em relação ao governo venezuelano.
LEIA TAMBÉM!
A situação diplomática e militar entre Washington e Caracas já era tensa, marcada por acusações do governo Trump sobre ameaças à estabilidade regional e cooperação com adversários estratégicos.
Reações e Argumentos
O Pentágono e o Conselho de Segurança Nacional defendiam a manutenção de “todas as opções sobre a mesa”, incluindo ações militares limitadas como instrumento de dissuasão. A Casa Branca, em comunicado, afirmou que a resolução “comprometeria a capacidade do presidente de responder rapidamente a ameaças à segurança nacional” e que o Executivo já opera dentro dos limites da Constituição.
O vice-presidente Vance justificou a decisão, afirmando que a proposta representava uma tentativa de “amarrar as mãos do comandante em chefe em um momento de instabilidade no hemisfério ocidental”, segundo informações da Reuters.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Críticas e Preocupações
Senadores democratas criticaram o voto de desempate, argumentando que ele abria um “precedente perigoso para intervenções militares sem debate público ou controle legislativo”. Organizações civis e grupos contrários a intervenções militares também expressaram preocupação, afirmando que a decisão aumenta o risco de um conflito sem respaldo democrático.
Especialistas em direito constitucional apontaram que a votação reforça uma tendência do Congresso de ceder espaço ao Executivo em temas de política externa e defesa, especialmente em contextos de polarização política.
Impacto e Próximos Passos
A decisão de rejeitar a resolução remove um obstáculo político para o governo Trump, que passa a ter maior margem de manobra em relação à Venezuela. Apesar da derrota no Senado, parlamentares democratas indicaram que continuarão pressionando por audiências públicas e novos projetos para limitar eventuais ações militares. As autoridades do governo reforçam que não há, no momento, anúncio formal de operação militar, mas mantêm a retórica de pressão máxima sobre Caracas.
