Janja Lula critica mídia após reportagem sobre Daniel Vorcaro
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, publicou nesta segunda-feira, dia 6, um vídeo mostrando o presidente Lula (PT) praticando exercícios em uma academia. A legenda acompanhou a postagem com a frase “sem IA e sem Power Point”.
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Essa publicação foi interpretada como uma crítica direta à TV Globo. A emissora havia veiculado, no dia 19, um quadro no programa Estúdio i, da GloboNews, que conectava o petista e outros políticos de esquerda ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Repercussão e pedidos de desculpas da GloboNews
O quadro exibido pela GloboNews gerou grande repercussão negativa nas redes sociais. Posteriormente, no dia 23, a jornalista Andrea Sadi, apresentadora do jornal, se manifestou sobre o ocorrido e pediu desculpas publicamente.
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“O material estava errado e incompleto, e também não deixou claro o critério usado para a seleção das informações. A arte também está incompleta, pois não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com o caso Master, como os de ministros do Supremo e políticos, nem ex-diretores do Banco Central que estão sob escrutínio da Polícia Federal por suspeitas de corrupção na relação com o banqueiro… Diante de um material incompleto e em desacordo com nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas”, declarou ela.
A prisão de Daniel Vorcaro e a Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro foi preso por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado fundamentou a medida no “perigo iminente” à segurança de pessoas e de “bens jurídicos de elevada relevância”.
A determinação atendeu a um pedido da Polícia Federal no âmbito da “Operação Compliance Zero”. Esta investigação apura crimes contra o sistema financeiro, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo e organização criminosa.
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Detalhes das acusações contra Vorcaro
A decisão judicial foi motivada pela possibilidade de prevenir condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos, jornalistas e autoridades públicas. Mensagens interceptadas indicam que Vorcaro ameaçava, coagia e até agredia funcionários, testemunhas e jornalistas.
Segundo a Polícia Federal, Vorcaro estruturou a captação de recursos no mercado financeiro, emitindo títulos bancários com rentabilidade superior à média do mercado. O dinheiro arrecadado era destinado a investimentos de risco e fundos ligados ao próprio conglomerado econômico do banco.
Investigação e consequências no Banco Central
A investigação aponta que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) utilizava recursos para cobrir um déficit deixado pelo Banco Master, que alcança cerca de R$ 40 bilhões. A PF também noticiou a ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta vinculada ao pai de Vorcaro, mesmo após sua soltura no final do ano passado.
A apuração revelou que Vorcaro mantinha contato com servidores do Banco Central, responsáveis pela supervisão bancária. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ocupantes de cargos de chefia no departamento de fiscalização, forneciam orientações e revisavam ofícios do Banco Master antes do envio oficial.
Os servidores recebiam pagamentos via contratos simulados de prestação de serviços com empresas de consultoria.
Como resultado, Mendonça determinou a suspensão dos servidores de suas funções, proibindo seu acesso ao Banco Central e impondo o uso de monitoramento eletrônico, ou tornozeleira.
