Japão Condena a Prisão Perpétua em Caso de Assassinato do Ex-Premiês Abe
Um tribunal japonês determinou nesta quarta-feira, 21, a prisão perpétua para Tetsuya Yamagami, de 45 anos, o homem que confessou o assassinato do ex-premiê Shinzo Abe. A confissão já havia sido feita em julho de 2022, marcando um momento de grande choque para o Japão.
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Yamagami, que antes ocupava o cargo de deputado comum após deixar a presidência, foi assassinado durante uma campanha eleitoral na cidade de Nara, localizada no oeste do país. O evento expôs a fragilidade da segurança e a rigidez das leis de controle de armas no Japão.
O julgamento, iniciado em outubro, culminou com o Tribunal Distrital de Nara confirmando o veredicto da promotoria. A decisão reflete a gravidade do crime e a determinação do sistema judiciário japonês.
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Segundo informações divulgadas, Yamagami alegou ter cometido o ato após assistir a um vídeo em que Abe se manifestava contra a Igreja da Unificação. Ele declarou que seu objetivo principal era prejudicar a igreja, com a qual possuía uma forte aversão, e expor os laços entre ela e o ex-premiês.
A promotoria solicitou a pena de prisão perpétua, enquanto a defesa argumentou pela máxima pena de 20 anos. A lei japonesa permite a pena capital em casos de homicídio, mas a aplicação é rara, geralmente restrita a casos envolvendo múltiplos assassinatos.
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