Denúncia contra José Boto e outros no STJD
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou uma denúncia contra o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, devido a declarações feitas após a derrota do clube para o Bahia. A polêmica se intensificou após a virada do Palmeiras sobre o São Paulo no Campeonato Brasileiro.
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No clássico paulista, o árbitro Ramon Abatti Abel e o VAR não marcaram um pênalti claro cometido pelo palmeirense Allan em cima do são-paulino Tapia. Boto insinuou que o Palmeiras estaria sendo favorecido pela arbitragem e mencionou “suspeitas” sobre os bastidores do futebol brasileiro.
Consequências da Denúncia
O dirigente foi enquadrado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que aborda ofensas à honra no esporte. As penalidades podem variar de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, além de suspensão de 15 a 90 dias. A denúncia afirma que as declarações de Boto “lançaram suspeição generalizada sobre o sistema de arbitragem e seus agentes”.
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Em entrevista na zona mista da Arena Fonte Nova, em Salvador, Boto declarou que “o que se passa nos outros jogos é vergonhoso” e que, mesmo após reclamações à CBF, a situação “segue igual”. As falas ocorreram após o Flamengo perder a liderança do Brasileirão para o Palmeiras, cuja vitória foi cercada de controvérsias, levando o São Paulo a questionar a entidade sobre o uso do VAR.
Outras Denúncias e Ações
Além de Boto, a Procuradoria também denunciou o zagueiro Danilo por jogada violenta e o atacante Wallace Yan por agressão e conduta antidesportiva. Os clubes Bahia e Flamengo foram citados por atraso no início da partida. O Tribunal do STJD agora decidirá se aceita as denúncias e se abrirá julgamento para os envolvidos.
A CBF, sob pressão, alterou o protocolo de divulgação dos áudios do árbitro de vídeo, com a aprovação da Fifa, e afastou Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva, árbitro e responsável pelo VAR no Choque-Rei. Ambos também foram denunciados pela Procuradoria do STJD.
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