O relógio do Juízo Final, mantido pelo Boletim de Cientistas Atômicos, indica um cenário alarmante: 85 segundos para a meia-noite, conforme divulgado nesta terça-feira (27). Criado em 1945, após a criação da bomba atômica, com a participação de figuras como Albert Einstein e J.
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Robert Oppenheimer, o instrumento serve como uma representação visual do risco de extinção da humanidade, com a marca da meia-noite simbolizando o ponto de não retorno.
Fatores de Risco Amplificados
A associação destaca uma série de fatores que contribuem para essa situação crítica. Conflitos internacionais, como as tensões entre Paquistão e Índia, a guerra na Ucrânia e os recentes ataques entre Israel e Estados Unidos contra o Irã, aumentaram a probabilidade de um evento catastrófico.
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Além disso, o aumento do nível de dióxido de carbono na atmosfera, que atingiu 150% do nível pré-industrial, e o consequente aumento da temperatura global, com o registro de mais de 60 mil mortes por causa do calor na Europa, agravam a situação.
Críticas à Gestão Internacional
O Boletim de Cientistas Atômicos também critica a inação da Organização das Nações Unidas (ONU) nas últimas três reuniões, apontando a falta de ênfase na redução de armas nucleares e no monitoramento das emissões de carbono. A gestão do governo de Donald Trump é alvo de críticas, com acusações de sabotar esforços para combater as mudanças climáticas e de promover uma “guerra” contra a energia renovável.
Ameaças Tecnológicas Emergentes
O texto adverte sobre novas ameaças, como o desenvolvimento de inteligência artificial com potencial para criar patógenos que o corpo humano não conseguiria combater. A associação ressalta o enfraquecimento das normas de produção de armas biológicas e a adoção da IA por países como Estados Unidos, Rússia e China em seus sistemas de defesa, o que pode acelerar o caos global e fomentar a desinformação.
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Propostas para o Futuro
Para mitigar esses riscos, o Boletim de Cientistas Atômicos sugere que Estados Unidos, Rússia e China retomem as discussões sobre a redução de seus arsenais nucleares e que o Congresso americano condene as ações de Trump em relação à energia renovável.
A priorização de soluções para o problema da inteligência artificial também é apontada como essencial para evitar um futuro ainda mais instável.
