Justiça do DF condena Gustavo Gayer e exige retratação! Saiba o que motivou a ação contra o deputado e o valor da indenização. Clique e confira!
A Justiça do Distrito Federal proferiu uma condenação nesta quarta-feira, dia 8, determinando que o deputado federal Gustavo Gayer, do PL-GO, pague uma indenização de 20 mil reais à ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, do PT.
O processo teve origem em uma publicação feita por Gayer em março de 2025, na plataforma X. Nele, o deputado fez insinuações sobre o presidente Lula, do PT, que supostamente estaria “oferecendo” a então ministra aos líderes do Congresso, comparando a situação a um cafetão com uma “garota de programa”.
Além disso, na mesma postagem, Gayer sugeriu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, da União-AP, deveria formar um “trisal” envolvendo Gleisi e seu marido, o deputado Lindbergh Farias, do PT-RJ. Tais comentários surgiram após Lula mencionar publicamente que havia nomeado uma “mulher bonita” para a articulação política.
A sentença emitida pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF também estabeleceu que o deputado goiano deve publicar uma retratação em suas redes sociais em um prazo máximo de dez dias. Caso contrário, ele estará sujeito a uma multa diária de mil reais.
O desembargador Alfeu Machado, relator do caso, argumentou que a representação pública, além de ser uma medida reparatória, cumpre uma função simbólica e pedagógica importante. Isso é especialmente relevante quando a ofensa ocorre em um ambiente de grande exposição digital e envolve figuras públicas.
Para o magistrado, a linguagem empregada por Gayer foi considerada “chula, sexualizada e desprovida de qualquer conteúdo político ou institucional”. O colegiado judicial, na prática, reformou uma decisão anterior que havia negado o pagamento da indenização.
Em resposta à decisão, Gleisi e Lindbergh divulgaram um vídeo em suas redes sociais. Neles, manifestaram-se sobre a indenização, afirmando que o ocorrido não é apenas uma vitória pessoal, mas sim um sinal claro de que mulheres não podem ser alvos de machismo e violência política.
A reportagem buscou o gabinete de Gayer para obter um comentário sobre a decisão judicial e aguarda um posicionamento oficial do deputado.
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