Kashiwazaki-Kariwa: Usina Nuclear Desperta Medo e Controvérsia no Japão Após Anos de Paralisação

Usina de Kashiwazaki-Kariwa retorna e causa alvoroço no Japão! 😱 Após Fukushima, a energia nuclear reacende o debate e gera controvérsia. A maior usina do mundo volta a operar, mas a população e a Tepco ainda enfrentam desconfiança. Será que o futuro da energia no Japão mudou? Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Retomada da Usina Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa Desperta Medo e Controvérsia no Japão

Após anos de paralisação, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, retomou suas operações nesta quarta-feira, 21, em um movimento que reacendeu o debate sobre energia nuclear no Japão. A decisão, tomada apesar das persistentes preocupações da população, representa o último passo de um plano ambicioso para revitalizar a indústria nuclear, um setor historicamente importante para o país.

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Inicialmente, apenas um dos sete reatores da usina foi reativado. A expectativa é que o sétimo reator volte a operar apenas em 2030, e a permanência dos outros cinco reatores depende de novas avaliações. Essa retomada ocorre em um contexto de busca por autossuficiência energética e de apoio à crescente indústria de semicondutores, um setor estratégico para a economia japonesa.

Legado de Fukushima e Desconfiança Pública

A volta da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa é marcada pelo legado do desastre de Fukushima em 2011. O evento, considerado o segundo maior acidente nuclear do século XX, após Chernobyl, gerou um profundo trauma na população japonesa e uma desconfiança generalizada em relação à Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco), responsável pela usina.

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A percepção de negligência da Tepco durante o desastre, aliada à má coordenação com o governo, alimentou o medo e a desinformação.

Desafios e Controvérsias

A reativação da usina enfrenta diversos desafios. Os custos de operação e reativação dos reatores aumentaram significativamente devido a novos protocolos de segurança, o que compromete um dos principais atrativos da energia nuclear: seus baixos custos.

O governo, liderado pela ministra Sanae Takaichi, está considerando subsidiar esses custos ou transferi-los para os consumidores, o que enfrenta forte oposição devido ao aumento das contas de energia elétrica, um problema já presente na economia japonesa.

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Novas Perspectivas?

Apesar das dificuldades, pesquisas recentes indicam que a população japonesa poderia reconsiderar seu posicionamento em relação à energia nuclear, especialmente se medidas de segurança mais robustas forem implementadas e o problema do armazenamento de resíduos radioativos for resolvido.

Dados da Nikkei 225 sugerem que mais de 50% dos japoneses passariam a apoiar a energia nuclear com medidas de segurança mais desenvolvidas.

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