Keeta enfrenta revés no Brasil! Expansão da Meituan é posta em cheque após demissões chocantes no Rio de Janeiro. Será que a gigante chinesa desistiu do mercado brasileiro?
A ofensiva da Keeta, o aplicativo de entregas da gigante chinesa Meituan, enfrentou seu primeiro obstáculo significativo antes mesmo de ganhar força em todo o país. O episódio revela que mesmo para empresas globais com grande poder, entrar no mercado brasileiro de delivery é um desafio considerável.
Simone Galante, fundadora da consultoria Galunion, destaca que o mercado brasileiro de delivery é um dos mais competitivos do mundo, exigindo investimentos substanciais, logística eficiente e uma relação sólida com restaurantes e consumidores.
A Meituan demitiu inicialmente previsto para o fim de fevereiro, e o recuo no Rio de Janeiro levanta dúvidas sobre o ritmo da expansão da companhia no país, que inicialmente previa um crescimento acelerado até 2026. As demissões ocorreram poucos dias após o cancelamento de um evento que marcaria o início das operações na capital fluminense, gerando repercussão nas redes sociais, com relatos de surpresa e questionamentos sobre o encerramento da operação.
A empresa justificou o adiamento do lançamento no Rio de Janeiro como uma medida para aprimorar os padrões de serviço para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros. A decisão envolveu desligamentos na equipe localizada no Rio, em razão de “questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro“.
A Meituan afirma que a operação em São Paulo continua normalmente.
A Keeta pertence à Meituan, gigante chinesa de tecnologia e serviços, com a ambição de estar presente em 1.000 cidades brasileiras até o fim de 2026. O executivo Tony Qiu, responsável pela operação brasileira, enfatizou que a empresa não pretende ocupar uma posição secundária no mercado.
A plataforma já conta com 120 mil entregadores cadastrados e planeja dobrar sua equipe no país até o final do ano, apesar da pressão da concorrência no mercado chinês.
O Brasil se consolidou como um dos mercados mais disputados do mundo no setor de delivery, com um mercado que deve movimentar US$ 21 bilhões em 2025 e chegar a US$ 27 bilhões até 2029. A competição acirrada envolve a iFood, que retomou suas operações no Brasil com um pacote agressivo de incentivos para restaurantes e entregadores.
A chegada da Keeta prometia elevar ainda mais a temperatura da competição, mas a empresa enfrenta dificuldades na adaptação às características do mercado brasileiro, como contratos de exclusividade entre restaurantes e plataformas concorrentes.
Executivos do setor afirmam que o principal desafio para novos aplicativos costuma ser a construção de uma operação logística eficiente. Plataformas de delivery dependem de três pilares que precisam crescer ao mesmo tempo: restaurantes, consumidores e entregadores.
Sem escala em qualquer um desses pontos, o modelo perde eficiência. Simone Galante ressalta que empresas internacionais passam por um processo de aprendizado quando entram no Brasil, e que estratégias que funcionam em outros países nem sempre se replicam da mesma forma aqui.
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