A figura de uma adolescente que acompanha o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, em eventos oficiais e diplomáticos, tem gerado grande interesse entre analistas políticos, levantando especulações sobre seu possível papel como sucessora do regime.
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A jovem, conhecida informalmente, foi vista pela última vez em 1º de janeiro, durante uma homenagem no mausoléu que abriga os corpos embalsamados de Kim Il Sung e Kim Jong Il, os fundadores da dinastia no poder. Essa foi a primeira vez que ela participou de um evento público em um local considerado sagrado pelo regime.
Evolução da Presença Pública
Kim Ju Ae apareceu em público pela primeira vez em novembro de 2022, durante um evento. Desde então, sua presença ao lado do pai deixou de ser ocasional e se tornou parte integrante da rotina de eventos do regime, incluindo desfiles militares, lançamentos de armas, inaugurações de projetos econômicos e cerimônias diplomáticas.
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A frequência com que ela aparecia na televisão estatal, entre 2022 e 2024, chamou a atenção de observadores.
Associação com o Poder Nuclear
Analistas apontam que a associação da adolescente com armas nucleares, símbolo central de poder do regime, pode ser parte de um plano para transferir autoridade política através da sua imagem. A viagem à China, que ocorreu durante uma visita de alto nível, intensificou as teorias sobre seu papel.
Impacto da Visita à China
A viagem à China, que envolveu encontros diplomáticos e deslocamentos oficiais, inclusive dentro do trem utilizado pela comitiva, foi considerada relevante pela agência de espionagem e inteligência da Coreia do Sul, Serviço Nacional de Inteligência, para consolidar o status da adolescente como provável herdeira.
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A exposição internacional pode ser parte de um processo de preparação para funções futuras no regime.
Informações Limitadas e Dinâmica Familiar
Detalhes sobre a vida da filha de Kim Jong Un são escassos. A mídia estatal evita divulgar seu nome, referindo-se a ela como “filha respeitada” ou “criança amada”. A informação mais concreta sobre sua identidade surgiu através de relatos de Dennis Rodman, que afirma ter conhecido a menina ainda bebê em 2013.
Estimativas de serviços de inteligência indicam que ela nasceu em 2013 e está no início da adolescência. Há indícios de que Kim Jong Un tenha outros dois filhos, incluindo um menino mais velho, o que adiciona complexidade à disputa sucessória dentro da família.
Desafios e Perspectivas
Apesar do crescente protagonismo da adolescente, especialistas questionam se a Coreia do Norte aceitaria, no futuro, uma mulher no comando do regime. O país nunca foi governado por uma líder feminina e mantém uma estrutura de poder fortemente patriarcal.
No entanto, mulheres têm ocupado cargos de destaque nos últimos anos, incluindo a irmã de Kim Jong Un, Kim Yo Jong, e a atual ministra das Relações Exteriores. A possibilidade de uma sucessão feminina também levanta questões sobre a continuidade da linhagem masculina associada ao fundador do Estado, um elemento central da legitimidade do regime.
