Larry Fink Vê Bitcoin como “Ativo do Medo“
Em uma entrevista recente, Larry Fink, CEO da BlackRock, classificou o Bitcoin como um “ativo do medo”. Segundo o líder da maior gestora de ativos do mundo, a lógica por trás do preço da criptomoeda se distingue de investimentos tradicionais, que não dependem dos mesmos fatores de demanda.
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Fink ressaltou que, historicamente, ações e outros investimentos são motivados pela esperança de crescimento e por um cenário econômico global positivo.
O executivo explicou que o Bitcoin é impulsionado pelo receio. Ele argumenta que investidores buscam a criptomoeda quando estão preocupados com a instabilidade financeira, a situação geopolítica e o aumento da dívida pública, especialmente em grandes economias.
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Fink acredita que o Bitcoin tende a atingir novos recordes de preço em momentos de grande incerteza no mercado. Em contrapartida, quando a incerteza diminui, a criptomoeda tende a cair, sem uma demanda significativa.
Para Larry Fink, “a razão fundamental de longo prazo para você ter o Bitcoin é a tese de desvalorização”. Ele se refere ao conceito de “debasement trade”, que prevê uma desvalorização gradual das moedas fiduciárias devido ao crescente endividamento dos países.
Se essa tendência se confirmar, ativos como o Bitcoin poderiam se beneficiar, pois não estão ligados diretamente aos governos e suas moedas.
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No entanto, o CEO da BlackRock também alertou sobre a volatilidade do Bitcoin, que ainda é influenciado por investidores que utilizam alavancagem. Ele enfatizou que o sucesso nesse tipo de investimento exige um bom conhecimento do mercado e um timing preciso, o que a maioria dos investidores não possui.
