Laura Fernández, uma cientista política de direita, foi eleita presidente da Costa Rica após uma vitória expressiva no domingo 1. A política, de 39 anos, conquistou quase dez pontos percentuais a mais do que o necessário para evitar um segundo turno.
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Fernández possui uma forte ligação com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e já ocupou cargos importantes no governo da Costa Rica, tendo liderado dois ministérios sob a direção do ex-presidente Rodrigo Chávez.
Modelo de Segurança “Linha Dura“
A principal promessa de Fernández é implementar uma política de segurança de “linha dura”, similar à adotada por Bukele em El Salvador. Essa abordagem inclui a construção de uma penitenciária modelo, inspirada em instalações semelhantes, para membros de gangues, o aumento das penas criminais e a declaração de estado de exceção em áreas de conflito.
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A ideia é combater a violência que tem afetado a Costa Rica.
Reações e Críticas
A ascensão de Fernández tem gerado reações diversas. Seus opositores a acusam de ser “oportunista” ao adotar o modelo de Bukele, que tem sido elogiado por reduzir a violência em El Salvador, mas também criticado por questões de direitos humanos, como detenções arbitrárias e denúncias de tortura. Álvaro Ramos, um economista social-democrata, foi seu principal concorrente, obtendo 33% dos votos.
Legado de Chávez e Alianças no Congresso
Fernández cresceu sob a influência de Rodrigo Chávez, um líder político conhecido por seu estilo sarcástico e combativo, que goza de grande popularidade. Ela se considera uma “herdeira” de Chávez, e não descarta a possibilidade de incluí-lo em seu governo.
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As projeções indicam que ela conquistará cerca de 30 das 57 cadeiras no Congresso, o que pode não ser suficiente para promover mudanças significativas no Judiciário, que tem sido alvo de críticas devido ao aumento da criminalidade. A legislação também impede que Chávez concorra novamente por dois mandatos de quatro anos.
Vida Pessoal e Visão Política
Fernández é filha de um agricultor e uma professora. Ela descreve sua infância entre vacas e gansos, e durante as férias escolares ajudava na loja de ferragens da família. A política é católica, casou-se pela segunda vez e tem uma filha de três anos.
Ela se define como “liberal na economia e conservadora no social”, e tem posições claras sobre temas como aborto e eutanásia.
Com AFP.
