Um julgamento em apelação por acusações de desvio de recursos públicos começou nesta terça-feira (13). A líder de extrema direita busca anular a condenação anterior e manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2027. Em março, um tribunal de primeira instância a sentenciou a cinco anos de inabilitação imediata, um evento que gerou grande agitação política e que o presidente da , , classificou como uma “caça às bruxas”.
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A política de 57 anos compareceu ao Palácio de Justiça de Paris, no centro histórico da capital, no primeiro dia do julgamento, que está previsto até 11 de fevereiro, sem fazer declarações à imprensa, conforme observaram jornalistas da AFP.
A Defesa e a Estratégia
Le Pen afirmou na segunda-feira (12) que sua “única linha de defesa” seria “dizer a verdade” e expressou esperança de que os magistrados a considerassem com mais atenção do que na primeira instância. A defesa, liderada por Rodolphe Bosselut e Sandra Chirac-Kollarik, planeja destacar que a líder não teve a intenção de cometer os atos acusados, visando garantir sua participação na eleição de 2027, onde o presidente Macron não pode mais concorrer.
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Outras Condenações e o Partido Reagrupamento Nacional
Além de Le Pen, outras 23 pessoas, incluindo ex-eurodeputados e funcionários do Reagrupamento Nacional (RN), também foram condenadas, juntamente com o próprio partido, que recorreu da sentença com 13 condenados. A presidência da França tem sido o objetivo de Le Pen desde que assumiu a liderança do FN em 2011, partido histórico da extrema direita, herdado de seu pai, Jean-Marie Le Pen, cuja imagem extremista foi suavizada ao longo do tempo.
A Decisão Original e as Acusações
O Tribunal Correcional de Paris a afastou da corrida em março, condenando-a a dois anos de prisão, 100 mil euros em multa e inabilitação imediata. Os juízes justificaram a decisão com a necessidade de “zelar para que os cargos eletivos (…) não se beneficiem de um regime de favores, incompatível com a confiança que os cidadãos buscam na vida política”.
A acusação alegou que ela orquestrou um esquema entre 2004 e 2016 para que assessores do partido no Parlamento Europeu, pagos pela instituição, trabalhassem “na realidade” para a formação, algo proibido.
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Possíveis Consequências e Próximos Passos
A Justiça francesa não revelou enriquecimento pessoal no caso, e a primeira instância determinou que os condenados devolvessem 3,2 milhões de euros ao Parlamento Europeu. Em caso de nova condenação, um último recurso pode ser solicitado ao Tribunal de Cassação, com o objetivo de decidir antes da eleição de 2027.
Jordan Bardella, seu protegido de 30 anos, que lidera as pesquisas para suceder o centrista em 2027, expressou preocupação com o impacto de uma nova condenação na democracia, destacando a importância de Le Pen como candidata à eleição presidencial.
