LHS 1903: Surpreendente Super-Terra Desafia Modelos Planetários!

Descoberta chocante em exoplaneta! Astrônomos identificaram sistema a 116 anos-luz com planeta rochoso em local inesperado. O que explica essa anomalia? Saiba mais!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Descoberta Surpreendente em Exoplaneta a 116 Anos-Luz

Astrônomos conseguiram identificar um sistema exoplanetário, localizado a aproximadamente 116 anos-luz da Terra, através de dados coletados por telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA). A descoberta chamou a atenção devido a uma configuração planetária incomum: um planeta rochoso se encontra na região mais distante da estrela, um local onde, segundo os modelos atuais, seria mais provável a presença de um planeta rico em gás.

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Um Sistema Planetário Inusitado

O sistema orbita a estrela LHS 1903, uma anã vermelha, o tipo mais comum no Universo, conforme revelado por um estudo publicado na última quinta-feira, 12, na revista Science. O sistema abriga quatro planetas distintos. Os três planetas internos são gasosos, enquanto o planeta mais externo, chamado LHS 1903 e, apresenta um raio estimado em cerca de 1,7 vezes o da Terra, sendo classificado como uma super-Terra – um planeta maior que a Terra com densidade e composição semelhantes.

Comparando com o Sistema Solar

A distribuição dos planetas no Sistema Solar segue um padrão bem definido: os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) orbitam mais perto do Sol, enquanto os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) estão em regiões mais distantes.

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Essa diferença se deve à temperatura, que influencia quais materiais conseguem se condensar e formar planetas. Nas regiões internas, o calor é maior, o que favorece a evaporação de compostos voláteis como água e dióxido de carbono, resultando na predominância de materiais resistentes, como ferro e minerais.

A Super-Terra e o Debate Científico

A presença do planeta mais externo, LHS 1903 e, em uma região onde, em teoria, as condições favoreceriam a formação de um planeta rico em gás, é o ponto central do debate. Os cientistas investigaram diversas hipóteses, como colisões gigantes, grandes migrações orbitais e a perda de atmosfera de um planeta gasoso.

Simulações dinâmicas não conseguiram reproduzir o sistema por esses caminhos.

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Uma Nova Hipótese: Formação em Etapas

Os autores propuseram um mecanismo chamado de formação com “escassez de gás”, associado ao modelo de formação planetária “de dentro para fora”, defendido teoricamente há cerca de 10 anos. Essa hipótese sugere que os planetas não se formaram todos ao mesmo tempo, mas em etapas, ao longo de milhões de anos.

O planeta mais distante teria surgido muito depois do primeiro, quando o disco ao redor da estrela já tinha menos gás disponível.

“Late Bloomers”: Planetas que se Formam Tarde

Os pesquisadores descrevem esse tipo de evolução tardia como “late bloomer”, termo usado para indicar um planeta que se forma depois do período mais intenso de formação do sistema. A descoberta foi inicialmente detectada pelo TESS, telescópio espacial lançado em 2018, e posteriormente analisada com o CHEOPS, satélite da ESA lançado em 2019.

A pesquisa também utilizou dados de outros telescópios, em uma colaboração internacional.

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