Líbano Acusa Israel por Bombardeios Intensos e Pânico em Beirute
O Líbano acusou Israel, nesta quarta-feira, dia 8, de causar um número significativo de vítimas com bombardeios considerados os mais intensos desde o início do conflito com o Hezbollah, grupo ligado ao Irã. Os ataques geraram um clima de pânico na capital libanesa.
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Os confrontos ocorreram mesmo em um período de trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, mencionou que essa pausa não incluía o Líbano, ecoando o que foi dito por Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Reações e Declarações de Grupos Armados
O Hezbollah, grupo que levou o Líbano ao conflito no Oriente Médio após atacar Israel em 2 de março, não reivindicou os ataques recentes. Contudo, declarou estar “no direito de responder” aos bombardeios, assim como o exército ideológico da República Islâmica.
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Alerta do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um comunicado, citada pela televisão pública, alertando sobre a situação. A mensagem dizia: “Enviamos uma forte advertência aos Estados Unidos, que violam tratados, e ao seu aliado sionista, seu executor: se a agressão contra o querido Líbano não cessar imediatamente, cumpriremos o nosso dever e daremos uma resposta”.
Cenas de Caos e Impacto Humano em Beirute
Jornalistas da AFP presenciaram cenas de grande apreensão nas ruas de Beirute, até que o governo solicitou que a população desobstruísse as vias para a passagem de ambulâncias. O Ministério da Saúde libanês contabilizou pelo menos 112 mortos e 837 feridos devido aos ataques.
Relatos de Danos e Perdas
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o Exército realizou um ataque surpresa contra centenas de membros do Hezbollah em todo o Líbano, classificando-o como o maior golpe contra o grupo desde um evento com pagers. Um morador, Yaser Abdala, relatou à AFP ter visto “crianças mortas”, mencionando a força das explosões e a perda de membros.
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Próximo ao hospital da Universidade Americana de Beirute, uma repórter da AFP observou o movimento constante de ambulâncias, com familiares reunidos na entrada de emergência, alguns chorando pela perda de entes queridos.
A Situação em Nível Nacional e Internacional
Um dos ataques atingiu a Corniche al-Mazraa, uma via principal da capital. Um fotógrafo da AFP documentou destruição generalizada, com prédios em chamas e veículos danificados. Israel reiterou os pedidos para que a população evacue várias áreas do Líbano, pois a batalha, segundo eles, “continua”.
Deslocamentos e Apelos de Calmaria
A Agência Nacional de Notícias (NNA) reportou diversos ataques no sul. As autoridades libanesas estimam que os bombardeios israelenses nas últimas semanas causaram mais de 1.500 mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas, especialmente nas regiões do sul e leste do país.
O Exército libanês e o próprio Hezbollah desaconselham o retorno dos deslocados até que haja uma declaração oficial e final de cessar-fogo no Líbano. Em um comunicado, o presidente libanês, Joseph Aoun, saudou a trégua entre Teerã e Washington, mas enfatizou que a paz regional deve abranger o Líbano.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador, garantiu que o cessar-fogo se aplica “em toda parte, inclusive no Líbano”.
