Leva 123 anos para igualdade? Empresas brasileiras têm só 17,4% de mulheres em posições de liderança! Descubra os desafios e a urgente necessidade de mudança
Apesar de anos de discussões sobre diversidade e equidade de gênero, o progresso da liderança feminina continua sendo lento. O Global Gender Gap Report de 2025 aponta que o mundo ainda levará 123 anos para alcançar a igualdade entre homens e mulheres em posições de poder.
Atualmente, apenas 31% dos cargos de liderança sênior são ocupados por mulheres em escala global.
A situação no Brasil também é motivo de preocupação. O país ocupa a 72ª posição no ranking global de equidade de gênero, um posicionamento que melhorou em relação ao ano anterior, mas que ainda indica uma distância considerável em comparação com economias que possuem uma maior representatividade feminina em suas estruturas corporativas.
Um levantamento do Panorama Mulheres 2025, realizado pelo Instituto Talenses Group em parceria com o Insper, reforça a percepção de estagnação.
A análise revela que apenas 17,4% das empresas brasileiras possuem uma mulher na presidência. Além disso, a participação feminina nas vice-presidências diminuiu de 34% em 2022 para 20% em 2024. Um recorte mais detalhado, considerando a diversidade dentro das empresas, mostra que apenas oito empresas, dentre 310 analisadas, contam com mulheres com deficiência em cargos de alta gestão.
Joyce Romanelli, sócia-diretora da Fluxus, destaca que o problema não reside na qualificação das profissionais. Segundo ela, a questão é estrutural e se manifesta nos critérios de progressão, na distribuição de responsabilidades e na forma como as trajetórias são reconhecidas. Mulheres frequentemente enfrentam sobrecarga de trabalho, expectativas de desempenho distintas e menor visibilidade nos processos de tomada de decisão, o que dificulta o acesso a posições estratégicas e a consolidação da liderança feminina.
A Fluxus, através de seus programas de desenvolvimento, adota uma abordagem em quatro frentes. A primeira envolve a criação de novas possibilidades de carreira. A segunda se concentra no reconhecimento da trajetória profissional de cada mulher. A terceira se baseia na construção de redes de apoio e alianças.
A quarta busca ampliar os espaços de decisão por meio de ações intencionais de equidade.
Joyce Romanelli enfatiza que a diversidade, sem um planejamento adequado, pode gerar frustração. Para avançar na liderança feminina, as empresas precisam tratar o tema como parte integrante da gestão, estabelecendo metas, monitorando o progresso e assumindo responsabilidade institucional. A especialista ressalta que a inclusão feminina não é apenas uma questão social, mas também um fator crucial para a competitividade das organizações.
Estudos de mercado indicam que a presença feminina em cargos de liderança está associada a melhores resultados econômicos. Pesquisas da McKinsey apontam que empresas com maior diversidade de gênero apresentam níveis superiores de rentabilidade, inovação e capacidade de retenção de talentos. Portanto, a expansão da liderança feminina deixa de ser apenas uma questão social e se torna um elemento essencial para a sustentabilidade das organizações.
Autor(a):
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!