Líderes consideram que Motta saiu fortalecido após a decisão referente à anistia
25/04/2025 às 14h36

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstra maior força após a decisão sobre o projeto de lei (PL) que propõe anistia aos envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023. Na quinta-feira (24/4), Motta e líderes da Casa determinaram que a proposta não seguirá adiante no Legislativo neste momento.
A avaliação é de que o presidente da Câmara reuniu o apoio de todos os líderes, com a exceção do Novo e do PL, que insistem que o tema seja analisado imediatamente.
Líderes e congressistas no Congresso inevitavelmente comparam presidentes, especialmente após mudanças recentes. Afirmam que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apresentava um perfil mais inflexível ao transmitir mensagens relacionadas a projetos, ao passo que Motta transmite a mensagem com o reforço da “abertura ao diá”.
Não está afirmando que nós não seguiremos dialogando em busca de uma solução para o problema. Tenho que, como presidente, definir a pauta. A pauta é um dever do presidente”, disse Motta após sair da reunião de líderes que decidiu não pautar a anistia.
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Líderes indicaram ao prefeito Motta que deputados de suas bancadas apoiaram o requerimento de urgência do texto por pressão, mas não desejariam que ele fosse pautado em plenário. Líderes afirmam também ter sofrido pressão, embora vários aleguem ser contrários a uma anistia “irrestrita”.
A previsão é que, mesmo com a oposição buscando obstruir o andamento dos trabalhos, o PL e o Novo permaneçam isolados na insistência sobre o assunto. Na semana seguinte, uma das prioridades do PL será a solicitação para suspender o processo judicial contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) no Supremo Tribunal Federal (STF).
A discussão sobre o tema será iniciada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na próxima quarta-feira (30/4).
Fonte: Metrópoles