Lucro das 10 maiores da B3 cresceu 37,2% em 2025! Petrobras lidera com salto de 200,8%. Saiba como o Ibovespa e o setor bancário se comportaram.
O lucro combinado das dez maiores empresas listadas na B3 registrou um aumento expressivo de 37,2% no ano de 2025, totalizando R$ 288,6 bilhões. Este dado foi divulgado pela Elos Ayta nesta quinta-feira, dia 9.
O desempenho reflete um ano muito positivo para o mercado acionário brasileiro. O Ibovespa, em particular, acumulou uma valorização notável de 33,95% ao longo do período analisado.
O principal destaque no quesito lucratividade foi a Petrobras (PETR3 e PETR4). A consultoria apontou que a estatal não só liderou o ranking, mas também aumentou significativamente a concentração de resultados entre as maiores companhias.
Em 2025, a Petrobras apresentou um salto de 200,8% em comparação anual, passando a representar 38,2% do lucro total das dez maiores. Este valor é mais que o dobro da fatia de 17,4% vista em 2024.
“Esse movimento revela um ponto central: o crescimento agregado do lucro na elite da B3 não foi uniforme, mas sim fortemente concentrado em poucos grupos, com um protagonismo claro do setor de óleo e gás”, explicou a Elos Ayta.
Após a petrolífera, o setor bancário se sobressaiu. O Itaú Unibanco (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4) ocuparam as segundas e terceiras posições, com lucros de R$ 45,7 bilhões e R$ 24,6 bilhões, respectivamente.
O ranking incluiu cinco instituições financeiras no total. O Banco do Brasil ficou em quarto lugar, com lucro de R$ 17,6 bilhões. Em seguida, Itaúsa (ITSA4) e BTG (BPAC11) seguiram nas posições cinco e seis, respectivamente. O Santander (SANB11) foi registrado na nona posição.
“Um sinal de resiliência mesmo em um ambiente mais desafiador para juros e crédito”, comentou a consultoria sobre o desempenho bancário.
Nem todas as grandes corporações acompanharam o ciclo positivo. O representou uma queda de 49,8% no lucro em relação ao ano anterior. Já a Vale (VALE3) registrou um recuo de R$ 17,8 bilhões, o que corresponde a uma queda de 56,3%.
No caso da mineradora, o estudo atribui o desempenho à dinâmica internacional das commodities metálicas, especialmente o minério de ferro, além de uma base de comparação elevada no ano passado.
Por outro lado, a Suzano protagonizou uma das maiores reviravoltas do período. A companhia saiu de um prejuízo de R$ 7,1 bilhões em 2024 para alcançar um lucro de R$ 13,4 bilhões em 2025, representando uma recuperação de R$ 20,5 bilhões.
Este ganho absoluto foi o maior entre as empresas analisadas, excluindo o resultado da Petrobras. “O movimento evidencia a volatilidade, e o potencial de recuperação, do setor de papel e celulose, altamente exposto ao ciclo global e ao câmbio”, analisou o estudo.
Apesar do crescimento robusto do lucro agregado, o levantamento aponta para um cenário de crescente concentração. “No entanto, a análise mais detalhada indica um cenário mais complexo: a expansão está concentrada em poucos nomes e setores, com destaque desproporcional da Petrobras”, alertou a Elos Ayta.
“Esse padrão levanta uma discussão relevante para investidores e analistas: mais do que o crescimento nominal, ganha importância a avaliação da qualidade e da sustentabilidade desses lucros, especialmente diante da dependência de fatores externos como commodities e ciclos globais”, finalizou a consultoria.
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