Lula critica intervenções americanas e defende cooperação na América Latina! O presidente rebate a influência dos EUA e propõe novas parcerias na região. Saiba mais!
Em um discurso proferido no Panamá, nesta quarta-feira, 28, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou críticas às ações dos Estados Unidos na América Latina, ressaltando a necessidade de uma nova abordagem em relação à região. O evento, que marca a abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina, reunia líderes de diversos países da região, incluindo a Colômbia, Bolívia, Equador, Guatemala e Chile, além de representantes de países como Estados Unidos, Alemanha e Japão.
Lula enfatizou que intervenções e tentativas de imposição de influência, algo que ele descreve como “gestos anacrônicos”, devem ser deixados para trás. Ele elogiou o ex-presidente Franklin Roosevelt, que liderou os EUA durante a Segunda Guerra Mundial, por sua política de diplomacia em vez de intervenção militar. O presidente brasileiro defendeu a construção de um mundo baseado em liberdade e direitos humanos, em oposição a modelos de domínio.
O presidente também lamentou a falta de unidade na América Latina, citando a Celac (Comunidade das Nações da América Latina e do Caribe) como um exemplo de organização paralisada, apesar dos esforços do presidente Gustavo Petro da Colômbia. Lula ressaltou a necessidade de superar divisões e construir parcerias sólidas, tanto dentro quanto fora da região, para enfrentar desafios globais.
Lula defendeu a adoção de novas formas de cooperação, reconhecendo a importância de recursos naturais como petróleo e terras raras para a inserção global do Brasil. Ele sugeriu que a União Europeia poderia servir de referência, mas com adaptações às realidades da América Latina. O presidente brasileiro acredita que o pragmatismo e a confiança são essenciais para superar divergências ideológicas e construir parcerias duradouras.
O Fórum Econômico Internacional da América Latina oferece uma plataforma para fortalecer os laços comerciais entre Brasil e Panamá. Um acordo de cooperação e facilitação de investimentos entre os dois países foi anunciado, visando aprofundar a integração regional. As trocas comerciais entre os países subiram 78% em 2024, impulsionadas pelas exportações brasileiras de petróleo. Além disso, o Brasil vendeu quatro aeronaves Super Tucano para o Panamá, demonstrando o avanço nas parcerias em defesa.
O Fórum também destaca a importância estratégica do Canal do Panamá, uma das principais passagens marítimas do mundo. O presidente Donald Trump tem pressionado o Panamá a ampliar o poder dos Estados Unidos sobre o canal, e a situação continua sendo um ponto de atenção geopolítica na região. O evento promete impulsionar o comércio e a cooperação entre Brasil e Panamá, além de fortalecer os laços da América Latina com o mundo.
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