Lula distribuirá alimentos que sofrem com preços elevados em lanches

A informação é da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que não detalhou a origem dos recursos para a nova despesa.

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia que sancionou nesta segunda-feira (28 de julho) o Projeto de Lei Complementar que cria o Programa Acredita Exportação. O foco do programa é na desoneração e ampliação da base exportadora de micro e pequenas empresas, no Palácio do Planalto, em Brasília, com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, Ministro da Fazenda, fernando Haddad, Ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). | Sérgio Lima/Poder360 - 28.jul.2025

O governo Lula analisa a aquisição de alimentos impactados pelo aumento de tarifas determinado pelos Estados Unidos para serem destinados às lanchonetes escolares. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (1º.ago.2025) pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

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De acordo com ela, a proposta integra um plano de contingência, com previsão de conclusão até o início da próxima semana. A iniciativa visa reduzir os efeitos da elevação para 50% das tarifas sobre produtos brasileiros, definida pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano).

A análise contempla a abertura de novos mercados, a concessão de linhas de crédito para empresas e a aquisição de produtos em excesso para programas públicos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

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Em certas circunstâncias, pode ser mais adequado adquirir uma produção para ser utilizada na merenda ou no Programa Nacional de Alimentação Escolar. Contudo, o presidente ainda não estabeleceu isso. Essas medidas serão apresentadas a ele para que ele possa definir e efetivá-las, conforme declarou Gleisi em entrevista à BandNews TV.

A ministra, contudo, não especificou as fontes dos recursos para custear a nova despesa. O governo ainda analisa o efeito fiscal daquela medida.

Declarou que a intenção é salvaguardar a economia do Brasil e os postos de trabalho. “Não se trata de retaliação”, afirmou.

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Apito no pescoço

Gleisi também criticou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem mantido contato com aliados de Trump.

O que me impressiona é um brasileiro ameaçar o país com uma faca no pescoço e dizer que só retorna se houver anistia.

Ela afirmou que o deputado “cumpre um papel vergonhoso” e defendeu sua cassação. “ (… ) ele não merece o mandato de deputado que tem.”

IOF e relação com o Congresso

Gleisi declarou não ter conhecimento de que o governo recebeu pedidos de empresas para suspender o Imposto sobre Operações Financeiras como forma de compensar os efeitos da taxa de câmbio.

Adicionalmente, afirmou que o relacionamento do Planalto com o Congresso não está problemático — mesmo após a recente derrota na votação do IOF, que foi mantido.

Apesar de ter ocorrido o IOF, que se mostrou negativo, houve um resultado inesperado e positivo. Foi possível aprovar as matérias de nosso interesse, conforme a aprovação da medida provisória que isenta consumidores de baixa renda.

A ministra também demonstrou confiança em relação à aprovação do projeto que amplía a isenção do IRPF.

Fonte por: Poder 360

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