Lula otimista! Acordo UE-Mercosul pode mudar o jogo. Especialistas alertam: desafios para o agronegócio brasileiro e cotas de importação. Saiba mais!
Com a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou otimismo. O acordo, com data prevista para assinatura em 17 de janeiro, é considerado o maior do mundo, com potencial para impulsionar a indústria europeia e beneficiar o agronegócio sul-americano.
No entanto, especialistas alertam para desafios iniciais, conforme o professor Roberto Rodrigues da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-ministro da agricultura, ressaltou em entrevista à Jovem Pan News.
Rodrigues enfatizou que o acordo não atenderá às expectativas iniciais do Brasil, devido a cotas de importação em diversos produtos agrícolas. Além disso, salvaguardas impostas pela Europa, implementadas no final do ano passado, restringem ainda mais o acesso do Mercosul ao mercado europeu.
O professor, que acompanhou de perto a negociação, destacou a complexidade e o tempo dedicado ao acordo.
Apesar dos desafios, o acordo representa um marco importante, abrindo caminho para que países como a Índia e na Ásia, além de países do Oriente Médio, busquem acordos com o Mercosul. As expectativas em torno do acordo são altas, pois fortalece o multilateralismo e permite o comércio de produtos mais baratos e de melhor qualidade.
Entre janeiro e dezembro de 2025, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 49,8 bilhões, representando um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. As importações atingiram US$ 50,3 bilhões, com um crescimento de 6,4%. Os principais produtos exportados pelo Brasil para a UE foram óleos brutos de petróleo, café não torrado, farelo de soja, minérios de cobre e soja em grã.
Já as importações brasileiras foram lideradas por medicamentos.
O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas alfandegárias, com o Mercosul zerando tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos, e a União Europeia eliminando tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. Além disso, a indústria terá tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais, beneficiando setores como máquinas e equipamentos, automóveis e autopeças, produtos químicos e aeronaves.
Produtos agrícolas sensíveis, como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol, passarão por cotas de importação, com limites estabelecidos para evitar o pagamento de tarifas caso sejam ultrapassados.
É importante ressaltar que produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal. Caso haja alguma violação do Acordo de Paris, o contrato é suspenso. O acordo busca garantir a sustentabilidade e o compromisso com o meio ambiente.
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