Lula sanciona leis e cria Dia Nacional para combater violência contra a mulher

Lula sanciona 3 leis cruciais contra a violência contra a mulher. Saiba como o vicaricídio vira crime hediondo e o que muda na proteção das vítimas!

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(Imagem de reprodução da internet).

Lula sanciona três leis para fortalecer o combate à violência contra a mulher

O presidente Lula (PT) sancionou, nesta quinta-feira, dia 9, três novas leis em Brasília, no Palácio do Planalto. As medidas visam fortalecer o combate à violência contra a mulher, ampliando mecanismos de proteção às vítimas e endurecendo as punições para os agressores.

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As alterações legislativas trazem mudanças significativas na proteção das vítimas de violência doméstica. Uma das leis, por exemplo, estabelece o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores em situações de risco à vida de mulheres e crianças.

Novas regras para violência doméstica e crime hediondo

A nova regra também confere aos delegados a prerrogativa de determinar o monitoramento em cidades sem a presença de um juiz, além de priorizar o uso do equipamento quando há descumprimento de medidas protetivas. O texto ainda eleva a pena para quem descumprir essas determinações.

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Criminalização do vicaricídio

Outro ponto de destaque é a transformação em crime hediondo do chamado vicaricídio. Este crime ocorre quando filhos ou parentes são assassinados com o intuito de atingir emocionalmente a mulher. Nesses casos, a pena prevista varia entre 20 e 40 anos de reclusão.

Dia Nacional e desafios estruturais

A terceira proposta sancionada institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas, que será celebrado em 5 de setembro. Durante a cerimônia, Lula ponderou que, apesar dos avanços legais, as leis sozinhas não são suficientes para resolver o problema de maneira estrutural.

Ele enfatizou que o foco deve ser na causa da violência, e não apenas em seus efeitos. “Nós estamos cuidando dos efeitos, não estamos cuidando da causa”, declarou o presidente, apontando a necessidade urgente de investir em educação para combater a raiz do problema.

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O papel da educação e do ambiente digital

Segundo Lula, é fundamental levar a questão da violência contra a mulher, em todas as suas formas, para o campo educacional. Ele alertou que, sem essa abordagem, o problema não será resolvido no curto prazo.

O presidente também criticou o ambiente digital, ressaltando que a disseminação de conteúdos nocivos agrava a situação. “A causa de muitas coisas hoje está muito facilitada pela facilidade de comunicação sem nenhum controle por parte das plataformas digitais”, afirmou, citando o incentivo à violência online.

Mudanças culturais profundas são necessárias

Lula ressaltou que o enfrentamento à violência exige transformações culturais profundas, que devem começar desde a infância. Ele questionou como educar uma criança para se tornar um ser humano respeitador das normas sociais.

Para ele, o desafio transcende o governo federal, envolvendo o Congresso, o Judiciário e toda a sociedade. O presidente concluiu que o medo ou a descrença na eficácia das instituições fazem com que muitas vítimas não denunciem, reforçando a necessidade de ações que combinem punição, proteção e, sobretudo, transformação social.

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