Avaliação do Governo Lula Aponta Acertos e Controvérsias em Principais Iniciativas
Uma pesquisa recente, conduzida pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, revelou a percepção da população brasileira sobre as principais ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os resultados, divulgados nesta quinta-feira (26), mostram um cenário diversificado, com acertos e erros em diferentes áreas, refletindo o impacto das políticas implementadas.
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Um dos pontos mais bem avaliados foi a Farmácia Popular, vista como um sucesso por 84% dos entrevistados. A gratuidade dos medicamentos e itens oferecidos pela rede foi considerada um acerto por 9% dos respondentes, enquanto 7% não souberam opinar. O programa Desenrola Brasil, focado na renegociação de dívidas, também recebeu boa avaliação, com 75% dos entrevistados considerando-o um acerto, contra 14% que o classificaram como erro e 11% que não tinham opinião formada.
A isenção de Imposto de Renda (IR) para contribuintes com renda mensal abaixo de R$ 5 mil também foi considerada acertada por 74% dos entrevistados, enquanto 16% o avaliaram como erro e 10% não souberam opinar. A pesquisa também abordou o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que obteve 63% de aprovação, 14% de desaprovação e 23% de indecisão.
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Outras iniciativas também geraram opiniões divergentes. A obrigatoriedade de aulas em autoescolas para a obtenção da carteira de motorista, que foi eliminada, foi vista como um erro por 60% dos entrevistados, enquanto 33% consideraram que foi um acerto e 7% não souberam opinar.
A pesquisa também revelou que a maioria dos brasileiros (62%) considera que o imposto sobre compras de até US$ 50 em sites do exterior foi um erro, enquanto 30% o avaliaram como acerto e 8% não souberam opinar.
Além disso, a cota de emprego para detentos em regime semiaberto e ex-detentos em licitações públicas foi vista como um erro por 51% dos entrevistados, enquanto 32% consideraram que foi um acerto e 18% não souberam opinar. A tentativa de fiscalização das transações via Pix que somam mais de R$ 5 mil por mês foi considerada erro por 59%, acerto por 35% e não sabem 7%.
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A adoção do arcabouço fiscal para o equilíbrio das contas públicas foi vista como erro por 45% dos entrevistados, enquanto 40% consideraram que foi um acerto e 15% não souberam opinar. A retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização foi considerada erro por 51%, acerto por 43%, e 6% não sabem.
A pesquisa foi realizada com uma amostra de 5.028 respondentes, selecionados por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os dados foram coletados entre os dias 18 e 23 de março.
