Em meio a crescente tensão internacional, manifestações ocorreram na tarde de segunda-feira (5) na capital paulista, reunindo sindicatos e movimentos sociais. O objetivo principal era expressar solidariedade ao povo venezuelano e denunciar a ação dos Estados Unidos no país vizinho.
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A concentração se formou em frente ao Consulado dos EUA, onde centenas de pessoas se manifestaram em defesa da autonomia venezuelana, da busca pela paz e do respeito à soberania do país.
A Voz dos Estudantes e Trabalhadores
Participantes da manifestação, como Bianca Mondeja, estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP e integrante da União Nacional dos Estudantes (UNE), enfatizaram a importância da “capacidade de autodeterminação” para o povo venezuelano.
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A UNE considera esse aspecto como “inegociável”, criticando a postura de países que buscam impor sua vontade a nações. A manifestação também contou com a presença de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que reforçaram a denúncia da interferência dos EUA na política interna da Venezuela.
Reações e Denúncias
O membro da Coordenação Nacional do MST, Gilmar Mauro, defendeu a soltura imediata do presidente Nicolás Maduro, argumentando que a situação representa uma ameaça às democracias em todo o continente. Ele ressaltou que a postura de Donald Trump, ao expressar a possibilidade de avançar militarmente contra outros países, é preocupante.
A manifestação também evidenciou um sentimento crescente de indignação e patriotismo entre a população, tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela.
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Contexto Internacional e Reações da ONU
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, gerou uma crise internacional. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a ação militar, com forte condenação por parte de representantes da China e da Rússia, que exigiram a libertação imediata de Maduro e sua esposa.
O representante dos EUA na ONU, o embaixador Michael Waltz, justificou a ação com base em critérios jurídicos, negando que se tratasse de uma ocupação militar.
Conclusão
A manifestação na capital paulista demonstra a preocupação da sociedade civil com a escalada de tensões na região e a defesa da soberania dos países latino-americanos. A situação na Venezuela continua sendo um ponto crítico na agenda internacional, com implicações para a estabilidade da América do Sul e para o equilíbrio de poder global.
