Saúde mental no trabalho: 546 mil afastamentos chocam o Brasil! 🤯 A crise se alastra e impacta o mercado de trabalho em 2026. Saiba mais!
Em 2025, a saúde mental impactou significativamente a força de trabalho, resultando no afastamento de 546 mil trabalhadores, conforme dados divulgados pelo Ministério da Social e repercutidos pelo G1. As licenças médicas foram motivadas por condições como ansiedade, depressão e o fenômeno conhecido como burnout.
O número impressionante equivale a sete estádios do Maracanã lotados, ilustrando a magnitude desse problema no ambiente corporativo.
Considerando a capacidade oficial do Maracanã, que acomoda cerca de 78 mil pessoas, o volume de afastamentos representa um impacto considerável. Essa estatística serve para visualizar a escala do problema e seus potenciais efeitos econômicos, considerando o período de afastamento de cada trabalhador.
O número de afastamentos em 2025 superou registros da última década, indicando uma escalada preocupante dos transtornos psíquicos no ambiente de trabalho. Diferentemente de acidentes físicos, esses casos são caracterizados por sofrimento emocional acumulado, exigindo uma abordagem diferenciada na prevenção e tratamento.
Diante desse cenário, a Norma Regulamentadora nº 1 passou por atualização, ampliando o conceito de risco ocupacional e incorporando fatores psicossociais. Isso obriga as organizações a identificar e registrar situações como sobrecarga de trabalho, pressão por metas, assédio moral e falhas na gestão.
A NR-1 se aplica a empresas de todos os portes, exigindo a inclusão de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos.
O Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu um prazo até 26 de maio para adequação às novas regras, com o objetivo de evitar multas e sanções administrativas. A NR-1 exige monitoramento contínuo e documentação formal das ocorrências, buscando prevenir o avanço dos afastamentos.
Especialistas defendem a utilização de ferramentas de escuta estruturada, como o Canal de Acolhimento, proposto pela Contato Seguro. Esse sistema permite registrar relatos, mapear padrões internos e gerar indicadores, fornecendo dados auditáveis para as áreas de Recursos Humanos.
Acompanhar riscos antes que evoluam para afastamentos prolongados é fundamental.
Além disso, o acompanhamento estatístico pode orientar intervenções preventivas, visando reduzir o absenteísmo e a emissão de atestados médicos antes que se transformem em licenças previdenciárias. A crescente importância da saúde mental como tema regulatório e econômico impõe às empresas a revisão de suas práticas internas, minimizando custos trabalhistas e riscos jurídicos.
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