Marrocos Sob Pressão por Denúncias de Abate de Cães de Rua Antes da Copa do Mundo
O país, que sediará o torneio junto com Espanha e Portugal em 2026, está enfrentando uma crescente pressão internacional após alegações de que estaria conduzindo uma campanha de extermínio de cães de rua. Organizações de defesa animal alertam que até três milhões de cães correm risco de abate, visando “limpar” áreas urbanas e turísticas em preparação para o evento esportivo.
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A International Animal Welfare and Protection Coalition (IAWPC) destaca que, antes da confirmação do Mundial em 2023, cerca de 300 mil animais já eram mortos anualmente no país, e que os casos de abate aumentaram significativamente após o anúncio oficial.
A IAWPC apresentou evidências, incluindo imagens e documentos, que indicam execuções sistemáticas em diversas cidades. As denúncias detalham o uso de métodos cruéis, como envenenamento com estricnina – uma neurotoxina letal para humanos e animais – e disparos de arma de fogo.
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A organização expressa preocupação com a falta de transparência e a possível violação de acordos internacionais relacionados ao bem-estar animal.
Investigação e Reações nas Redes Sociais
Um relatório do The Athletic, o departamento esportivo do The New York Times, levantou a suspeita da existência de um centro de abate localizado nos arredores de Marrakech. A situação gerou uma onda de indignação nas redes sociais, com pedidos de boicote ao torneio.
Um usuário, @Magnomacha54495, expressou sua frustração e repulsa: “Que nojo. Se a não fizer algo, será a primeira copa do mundo que não irei ver na minha vida! Sei que não fará diferença nenhuma para a FIFA eu assistir ou não, mas eu jamais iria aceitar uma coisa nojenta dessas.”
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Resposta do Governo Marroquino e Posicionamento da FIFA
Em comunicado, a embaixada de Marrocos em Londres negou veementemente as acusações de um plano de abate em massa, afirmando que o país adota políticas de gestão animal “humanas e sustentáveis”. A FIFA informou que está acompanhando o caso de perto e mantém contato com autoridades marroquinas e com a IAWPC, buscando garantir o cumprimento de compromissos relacionados ao bem-estar animal.
A entidade ressalta que está trabalhando para encontrar soluções que assegurem o respeito aos direitos dos animais.
