Master Banco: Liquidação Extrajudicial Após Controvérsias
Poucas horas após anunciar sua venda para o Grupo Fictor, o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC). O Ato do Presidente nº 1.369, datado de terça-feira (18), justificou a medida pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição, incluindo problemas de liquidez e descumprimento das normas bancárias, conforme determinações do BC.
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Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em sua residência, no Jardim Europa, em São Paulo. A liquidação do Master marca o fim de uma trajetória marcada por desafios. O banco foi lançado em 2016, com a aquisição de uma participação no Máxima, que já enfrentava dificuldades.
Entre 2020 e 2024, o Master experimentou um crescimento acelerado, atraindo investimentos de clientes através de Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A principal atração era a alta rentabilidade, superior à média do mercado, atingindo até 140% dos juros.
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Essa promessa de retorno elevado era amplamente divulgada na comunicação do banco.
Para proteger os investidores, o banco ressaltava a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura o reembolso de depósitos de até R$ 250 mil em caso de falência. A captação de recursos pelo Master se tornou tão significativa que representou quase metade dos recursos do FGC, gerando preocupação entre os bancos do sistema financeiro.
Por volta de um ano atrás, surgiram pressões para que o Master encontrasse uma solução de mercado. Houve tentativas de reestruturação, incluindo uma oferta do BTG Pactual para adquirir o banco por R$ 1,00 e assumir a gestão dos passivos. Em março de 2024, o Master tentou vender suas operações para o BRB, banco estadual do Distrito Federal, mas a operação foi vetada pelo Banco Central.
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Na segunda-feira (17), foi anunciada a venda do banco para o grupo Fictor, em parceria com investidores dos Emirados Árabes Unidos, que prometiam uma capitalização de R$ 3 bilhões.
