Brasil enfrenta crise na formação médica? Enamed revela que 33% de médicos não passaram em exame crucial. Qual a sua confiança? Saiba mais!
Você confiaria a vida do seu filho, da sua mãe ou do seu pai a um médico que não conseguiu demonstrar conhecimento mínimo em uma prova básica de medicina? A pergunta parece dura, quase injusta. Mas ela se impõe quando olhamos para os dados do ENAMED, Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.
Porque, no fim, não é sobre prova. É sobre confiança.
O Enamed não foi criado para constranger médicos nem para humilhar quem está na ponta. Ele existe para medir algo muito simples: a qualidade real do ensino médico oferecido no país. E o que ele revelou deveria constranger mais o sistema do que o aluno.
Cerca de 33% dos médicos avaliados não passaram na prova, mesmo já tendo CRM e atuando.
Há também um impacto psicológico pouco discutido. O momento de urgência em saúde é, por definição, um momento de vulnerabilidade. O paciente chega fragilizado, com medo, buscando alguém que oriente decisões difíceis quando ele próprio não consegue pensar com clareza.
Quando essa segurança se rompe, o efeito não é apenas clínico. É emocional. A insegurança no atendimento aumenta ansiedade, sensação de desamparo e perda de controle.
Quando alguém entra em um pronto-socorro, não quer saber se a faculdade economizou em laboratório, se faltou preceptor ou se o curso abriu rápido demais. Quer saber se vai sair vivo. Quer saber se, diante de uma parada cardiorrespiratória, alguém vai tentar ressuscitar ou apenas estender a manta depois do óbito, como vimos recentemente em um caso que chocou o país.
O problema não é o aluno. O problema é o sistema que autorizou essa formação. Hoje, o Brasil tem 351 cursos de medicina, quase o dobro do número existente nos Estados Unidos, mesmo com população menor e uma rede hospitalar muito mais desigual.
Ainda assim, 30% desses cursos foram reprovados pelo MEC. Apenas 49 universidades conseguiram atingir a nota máxima. Do outro lado, entre instituições privadas com fins lucrativos, 60% não alcançaram nem o mínimo exigido. Curso sem hospital escola.
Curso sem campo de prática. Curso sem supervisão adequada. Isso não forma médico. Forma diploma.
Diante desse cenário, surge a chamada OAB da medicina. Um exame final que condiciona o CRM à aprovação. Parece firme. Parece responsável. Parece ação. Mas vamos ser honestos? É a saída mais confortável. Ela cria uma barreira para o aluno, mas não fecha faculdade ruim.
Não impede cursos sem hospital escola. Não responsabiliza quem lucrou formando mal. A instituição continua faturando, o mercado de cursinhos preparatórios cresce e a culpa é terceirizada para quem já foi prejudicado pela formação. Fechar curso dá conflito.
Rever autorizações mexe com interesses econômicos gigantescos. Criar uma OAB médica transfere a responsabilidade e “resolve” o problema… no discurso. Politicamente, é mais fácil. Tecnicamente, é insuficiente. Eticamente, é discutível.
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