Mega-Sena: a neurociência da frustração! 🤯 Descubra por que a espera é pior que o resultado. A frustração após o adiamento da Mega da Virada é um estudo de caso da mente. Aprenda a controlar suas emoções e evite a ansiedade! #MegaSena #Neurociência #Emoções
Confesso que a decepção não veio apenas por não ter ganhado na Mega da Virada. A frustração inicial veio antes, pela mudança de data do sorteio. A expectativa organizada ao longo do dia, a contagem mental, os “e se…” – o corpo reage rapidamente a essa antecipação.
O cortisol sobe, a atenção se concentra, o cérebro entra em modo de espera, quase um estado de alerta. Quando o evento não acontece, a frustração surge, mas algo curioso acontece no dia seguinte.
O cortisol já não está tão presente, a excitação emocional diminui, e a esperança também. Mas o que é interessante é que a frustração também diminui. Isso não é sinal de fraqueza emocional; é neurociência básica. A expectativa ativa sistemas de recompensa, mediados pela dopamina.
Quando o evento é adiado ou não acontece, o cérebro percebe que o estímulo perdeu valor e não faz sentido manter o gasto energético.
O organismo se ajusta rapidamente, por isso a frustração intensa costuma durar menos do que imaginamos. Pesquisas da Harvard Medical School mostram que o cérebro reage mais à antecipação do que ao resultado em si. A espera mobiliza mais emoção do que o desfecho.
Quando algo não se concretiza, o sistema aprende, e na próxima vez, a ativação é menor.
O cortisol não sobe da mesma forma porque o cérebro já tem memória daquele desfecho, e, portanto, ele poupa. Podemos usar essa técnica em outras situações: “E qual seria o pior que poderia acontecer? Como você se sente em relação a isso?”.
Essas perguntas diminuem a ansiedade e contribuem para enfrentar situações de tensão. Talvez emoções mais leves nasçam justamente dessa capacidade de não sustentar expectativas infladas por muito tempo.
A esperança que cai também protege. A decepção ensina limites emocionais. Talvez maturidade emocional não seja ser sempre otimista, mas saber reduzir o volume da expectativa. Um ponto curioso é que conseguimos ser extremamente positivos com algo totalmente externo, aleatório, fora do nosso controle – um sorteio, um número, um acaso.
Mas, quando o assunto é interno, nossas competências, nossas qualidades, o que fazemos bem, a crença diminui. Duvidamos mais de nós do que de um bilhete premiado. Estudos em psicologia cognitiva mostram que tendemos a subestimar nossas capacidades por viés de familiaridade: aquilo que é nosso parece comum demais para ter valor.
Já o externo… ah, esse ganha brilho. O cérebro se encanta com o improvável, não com o consistente.
Talvez esteja aí um ajuste simples, mas pouco praticado: falar mais sobre o que fazemos bem. Não para convencer o mundo, mas para convencer o próprio sistema nervoso. A linguagem que escutamos molda estados emocionais. Quando verbalizamos qualidades, em voz audível, ativamos áreas pré-frontais ligadas à autoavaliação e à regulação emocional.
O cérebro escuta. Literalmente. Se somos capazes de projetar esperança em um sorteio, talvez possamos treinar o mesmo investimento emocional em quem somos. Com menos euforia, menos cortisol, menos fantasia. Mas com mais presença. Porque diferente da Mega-Sena, isso não depende do acaso.
Depende da atitude falada para se ouvir e acreditar nas próprias capacidades. Uma boa meta para 2026, né?
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