Aumento do Custo do MEI Impacta Bares e Restaurantes em 2026
O aumento do custo do Microempreendedor Individual (MEI) em 2026 está gerando um impacto direto e significativo nos bares e restaurantes do país. O setor, caracterizado por margens de lucro estreitas e uma alta concentração de microempreendedores, enfrenta agora uma pressão adicional devido ao reajuste das contribuições.
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O reajuste automático se baseia na elevação do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621, o que elevou a contribuição mensal obrigatória do MEI. O valor da contribuição passou a R$ 81,05, representando 5% do salário mínimo, podendo chegar a R$ 87,00 dependendo da atividade exercida pelo empreendedor.
O impacto do reajuste se soma a outros custos já existentes no setor, como aluguel, energia, insumos e salários. Essa combinação de fatores dificulta o equilíbrio financeiro de bares, restaurantes e lanchonetes, que muitas vezes operam com margens de lucro reduzidas.
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MEI e a Sensibilidade do Setor Alimentício
Dados indicam que mais de 60% das empresas de alimentação fora do lar estão formalizadas como MEI. Essa realidade torna o reajuste da contribuição um problema ainda maior, pois afeta uma parcela expressiva do setor, que depende do regime para ter acesso a direitos previdenciários e manter a formalização.
Muitos desses negócios possuem uma estrutura enxuta e são altamente sensíveis a variações de custo, o que amplifica o efeito do aumento da contribuição mensal. A situação exige um planejamento financeiro mais rigoroso por parte dos empreendedores.
Desafios Financeiros e Margens de Lucro
Segundo a Associação Brasileira de Serviços Financeiros (Abragel), cerca de 35% das empresas do setor estão endividadas, enquanto 60% reajustaram preços abaixo ou apenas no ritmo da inflação. Essa situação limita a capacidade de recomposição de margem e dificulta a absorção de novos custos fixos.
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“O MEI continua sendo uma porta de entrada importante para a formalização, mas qualquer aumento de despesa fixa pesa no orçamento de negócios muito pequenos, que já lidam com custos elevados e recomposição de margem”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Serviços Financeiros (Abragel).
