Giorgia Meloni critica ataques de Donald Trump ao Papa Leão XIV. Saiba o que a líder italiana disse sobre as declarações polêmicas!
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou como “inaceitáveis” as críticas feitas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ao papa Leão XIV. As críticas surgiram após o pontífice se manifestar publicamente contra os conflitos no Oriente Médio.
“Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O papa é o chefe da Igreja católica, e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra”, declarou Meloni em nota oficial.
Meloni já havia emitido um pronunciamento anterior, manifestando seu apoio aos esforços do papa em prol da paz e da reconciliação global. Pouco antes de iniciar sua viagem à África, o papa, que nasceu nos Estados Unidos, se tornou alvo de duras críticas por parte de Trump.
Trump o acusou de ser “fraco” e de ter um desempenho “péssimo para a política externa”. Mesmo após o desgaste das críticas, Trump se recusou a se retratar publicamente. “Não há nada pelo que me desculpar. Ele está errado”, afirmou a repórteres, reiterando o rótulo de “fraco” ao pontífice.
Durante o voo com destino a Argel, o primeiro ponto de sua jornada africana, o papa fez questão de afirmar que não sentia medo do presidente americano. Ele enfatizou o foco de sua missão.
“Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”, declarou o líder religioso.
Leão XIV deixou claro que seu papel não é o de um político e que não pretende se envolver em debates com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”, reforçou.
Ao longo da viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam. Ele descreveu o trajeto como uma oportunidade crucial para fomentar o respeito e a reconciliação entre os povos.
O itinerário do papa o levará a visitar Argelia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, com previsão de permanência até a próxima quinta-feira, dia 23.
Segundo o pontífice, a mensagem evangélica não pode ser distorcida por terceiros. Ele reafirmou seu compromisso em defender a paz e o diálogo multilateral entre as nações.
“Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”, concluiu, direcionando sua mensagem a todos os líderes mundiais, visando o fim dos conflitos e a promoção da paz.
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