Mercado de Ações Surpreende! Resiliência Impulsiona Recuperação Apesar de Crise Global. James Mackintosh analisa fatores que explicam a menor queda. Saiba mais!
Apesar do cenário global marcado por um aumento dos riscos geopolíticos e incertezas sobre a real representatividade dos preços atuais, o mercado de ações tem demonstrado uma notável resiliência. Essa é a avaliação do colunista do Wall Street Journal, James Mackintosh, que aponta fatores estruturais como a principal explicação para a menor queda observada até o momento.
O índice S&P 500 registrou uma queda de aproximadamente 7,4% desde seu pico anterior à guerra, um movimento considerado moderado considerando a magnitude da crise energética e a escalada das tensões militares. Mackintosh observa que essa resiliência pode indicar um certo grau de complacência, já que o mercado não apresentou a queda mais acentuada que se esperava.
Um dos pontos levantados pelo colunista é a história de eventos geopolíticos. Estudos realizados pelo Deutsche Bank, por exemplo, mostram que grandes crises econômicas e financeiras, mesmo quando acompanhadas de conflitos militares, tendem a gerar quedas médias nas bolsas de cerca de 4%, seguidas por rápidas recuperações.
Exemplos históricos como a Grande Depressão, os anos 70 e a crise de 2008 ilustram essa dinâmica.
Adicionalmente, as projeções de lucro para empresas do setor continuaram a crescer, atingindo um aumento de 3,6% desde o início do conflito, o ritmo mais acelerado em cinco anos, segundo dados da LSEG citados pelo WSJ. Esse crescimento é impulsionado principalmente pelo setor de energia, com a brasileira se destacando como favorita para atuar nesse período, mas também se estende a outros setores, incluindo o tecnológico, que registrou o maior aumento de estimativas em um período de quatro semanas desde 1995.
A expectativa de que o conflito tenha uma duração limitada também contribui para a contenção das reações mais intensas nos mercados. O chefe de estratégias de mercado de capitais da Tikehau Capital, Raphaël Thuin, acredita que a economia global entrou no conflito em uma posição relativamente sólida, permitindo a absorção de um choque moderado.
Mackintosh alerta para os riscos caso o cenário se prolongue, ressaltando que a resiliência do mercado está condicionada a uma série de hipóteses que podem ser revistas. A expectativa de que a guerra no Irã tenha duração limitada, a ausência de interrupções nas exportações de petróleo e a previsão de queda nos preços do petróleo até US$ 85 por barril até o fim do ano são fatores que contribuem para a atual dinâmica.
No entanto, o colunista enfatiza que, caso essas expectativas não se confirmem, especialmente em cenários de guerra prolongada, a precificação dos ativos pode sofrer ajustes significativos. A análise destaca a importância de monitorar a evolução do conflito e a resposta política dos governos, que podem influenciar o desempenho do mercado.
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