Mercado Financeiro Global e o Retorno dos Multimercados
Após uma década de dificuldades, o mercado financeiro global parece estar se recuperando de uma espécie de “ressaca” pós-pandêmica. A inflação global ainda não atingiu os níveis desejados pelos bancos centrais, e as taxas de juros permanecem elevadas em muitos países.
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No entanto, investidores estão buscando novas oportunidades, como se vê na alta das commodities e no enfraquecimento do dólar. O mercado de multimercados, que engloba mais de US$ 5 trilhões, também está em recuperação, após um período de resgates e dificuldades.
A Recuperação dos Multimercados
Em 2025, investidores que apostaram na categoria obtiveram ganhos de cerca de 12,6%, o melhor resultado desde 2009, segundo dados da Hedge Fund Research Inc. No Brasil, o movimento também foi de recuperação, com o IHFA (Índice de Hedge Funds da ANBIMA) encerrando o ano com alta acumulada de 15,33%.
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Esse desempenho marca a recuperação da rentabilidade da classe, após um período de juros altos, mudanças tributárias e a ascensão dos ativos incentivados.
Fatores que Impulsionam a Recuperação
A normalização dos fluxos permitiu que gestores voltassem a operar sem a pressão de resgates forçados. Com menor pressão por resgates, os gestores conseguem executar suas estratégias de forma mais eficiente, explorando assimetrias e posições relativas sem o custo adicional das vendas forçadas.
A volatilidade, a incerteza política e fiscal no Brasil e no mundo, e a desvalorização do dólar também contribuem para o ambiente favorável aos multimercados.
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Perspectivas para 2026
Se 2025 marcou a recuperação da performance, 2026 deve ser o ano em que a captação volta a destravar, desde que o Copom mantenha os juros inalterados. A expectativa é que a indústria local se beneficie de uma queda na taxa de juros, tornando o produto mais atrativo se comparado à renda fixa.
Mudanças tributárias em discussão também podem favorecer o segmento.
