Mercado Imobiliário Brasileiro Surpreende em 2025 com Crescimento Resiliente
O mercado imobiliário brasileiro apresentou um desempenho notável em 2025, superando as expectativas iniciais e movimentando R$ 264,2 bilhões. Segundo dados divulgados em conjunto pelo Senior Index, da Senior Sistemas, e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a alta de 3,5% em relação a 2024 demonstra a resiliência do setor, mesmo em um cenário econômico desafiador marcado por taxas de juros elevadas, próximas de 15% ao longo do ano.
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A região Sul se destacou como um dos principais motores desse crescimento, com Santa Catarina liderando o avanço regional. O estado registrou um aumento de 14,4% no Valor Geral de Vendas (VGV) e 8,5% no número de unidades comercializadas, impulsionado pela qualidade de vida, expansão urbana e forte demanda em cidades médias e litorâneas.
O Paraná também apresentou um desempenho sólido, com um crescimento de 5,3% no VGV e 5,7% nas vendas, enquanto o Rio Grande do Sul manteve uma trajetória de crescimento alinhada à média nacional.
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Fatores que Impulsionaram o Crescimento
Diversos fatores contribuíram para o sucesso do mercado imobiliário em 2025. O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) desempenhou um papel crucial, representando 52% dos lançamentos e 49% das vendas, com um crescimento anual de 13,5% e 15,9%, respectivamente.
Além disso, a demanda reprimida e as estratégias de adaptação das empresas também foram determinantes. A CBIC registrou 453.055 lançamentos, um recorde histórico, e 426.260 unidades vendidas.
Desempenho Regional e Tendências
O litoral norte de Santa Catarina, com cidades como Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí, consolidou um dos mercados mais valorizados do país, com preços elevados e escassez de terrenos. No Sudeste, houve um aumento de 1,1% no VGV, mas com uma valorização expressiva de 12,7% no preço do metro quadrado.
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O Centro-Oeste apresentou um crescimento de 6,0% no VGV e 0,9% na quantidade de unidades, mantendo uma trajetória estável. O Norte e o Nordeste também apresentaram avanços significativos, impulsionados pelo programa Minha Casa Minha Vida e pela busca por novas oportunidades de investimento.
Perspectivas para 2026 e Resiliência Estrutural
As projeções para 2026 indicam um ambiente mais favorável, com uma estimativa de crescimento de 2,0% no PIB da construção. A expectativa de estabilização e possível redução gradual da Selic, o volume recorde de recursos do FGTS destinados à habitação e metas ampliadas do Minha Casa Minha Vida, que projeta até 3 milhões de unidades nos próximos anos, contribuem para esse cenário positivo.
Marcos Malagola, diretor do segmento de Construção da Senior Sistemas, ressaltou a resiliência estrutural do mercado, destacando a capacidade de adaptação das empresas e o papel dos programas habitacionais.
A melhora das condições de financiamento prevista para 2026, somada à experiência adquirida pelos agentes do setor em operar sob juros elevados, sugere que estamos à beira de um novo ciclo, possivelmente menos volátil e mais orientado pela demanda real.
Os dados de 2025 reforçam uma leitura central: longe de um movimento homogêneo, o mercado imobiliário brasileiro mostrou capacidade de adaptação em um dos ambientes mais desafiadores dos últimos anos, com ganhos relevantes em regiões e segmentos específicos.
