Selic dispara e mercado imobiliário explode! 450 mil famílias querem comprar em 2026. Descubra o consumidor digital exigente e como a tecnologia está mudando o setor!
Com a taxa Selic em 12,25% em 2026, o mercado imobiliário observa um ressurgimento no interesse de famílias, estimado em 450 mil novas aquisições, segundo o Boletim Focus. Essa retomada é celebrada no setor como um sinal de recuperação consistente, porém, traz consigo um desafio: o perfil do comprador moderno mudou drasticamente. Ele se tornou mais informado, exigente e menos tolerante a falhas e ineficiências em todas as etapas da compra.
Este novo consumidor passou por uma profunda transformação, influenciado por mudanças nos serviços financeiros, no varejo e na forma como interage com as marcas. Ele utiliza aplicativos bancários para acompanhar prazos e condições em tempo real, valoriza a transparência e a agilidade, e espera uma experiência personalizada orientada por dados. Ao assinar o contrato, ele não abre mão dessa expectativa, exigindo o mesmo nível de eficiência em todas as interações, desde dúvidas até solicitações de manutenção.
Dados da ImobiPress, com base em estudos da FastBuilt, revelam que construtoras que digitalizaram manuais e fluxos de assistência técnica reduziram custos operacionais em média 16%, além de diminuírem 23% nas demandas de suporte e 65% nos contatos telefônicos. A tecnologia, portanto, não é um custo adicional, mas sim uma ferramenta para otimizar processos e melhorar a experiência do cliente.
A resistência à transformação digital muitas vezes se baseia na pressão sobre a mão de obra, considerando o déficit de profissionais na construção civil. No entanto, a tecnologia permite liberar a equipe para atividades mais estratégicas e técnicas, valorizando o capital humano qualificado. A automação não significa substituir pessoas, mas sim otimizar o trabalho, reduzindo erros e retrabalhos.
Além da eficiência operacional, a segurança jurídica e a redução de litígios são cruciais. A falta de dados estruturados e rastreabilidade de atendimentos coloca as construtoras em risco em disputas judiciais. O atendimento tornou-se um componente central da experiência do cliente, integrando obra, entrega e suporte posterior.
Para o consumidor moderno, o pós-obra é tão importante quanto a entrega do imóvel. Uma empresa que falha no acompanhamento perde rapidamente valor simbólico e reputacional. Em um ambiente digital, onde as avaliações públicas influenciam as decisões de compra, o suporte técnico se tornou um fator determinante na escolha do imóvel.
A retomada do mercado imobiliário não será sustentada apenas por juros mais baixos, mas pela capacidade das empresas de acompanhar a sofisticação do consumidor. Construtoras que tratam o suporte técnico como estratégia consolidam confiança e reduzem custos, enquanto aquelas que insistem em modelos analógicos correm o risco de perder essa retomada. O financiamento voltou, o comprador mudou, e o atendimento consolidou-se como o verdadeiro teste de maturidade do setor.
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