Mercosul e UE assinam acordo histórico! Investimentos verdes no Brasil em risco? ⚠️ Acordo gera paradoxo climático e aumento de emissões. Saiba mais!
Um novo acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro de 2026, traz consigo um potencial significativo para impulsionar investimentos verdes no Brasil. No entanto, o acordo também levanta preocupações sobre o impacto das expansões comerciais no meio ambiente, com o risco de aumentar as emissões de gases de efeito estufa.
A complexidade reside no fato de que o aumento do fluxo de mercadorias, inerente à expansão do comércio entre os blocos, pode ampliar o transporte internacional e a produção de bens exportados, atividades que contribuem de forma considerável para a pegada de carbono global.
Segundo Carolina Pavese, diretora da Impacta Consultoria Estratégica e uma das advisors do tratado internacional que iniciou formalmente as negociações ainda na década de 90, a expansão comercial pode, de fato, aumentar as emissões logísticas e de produção, neutralizando assim alguns dos ganhos climáticos esperados.
A logística, em particular, é responsável por cerca de 30% das emissões de gases poluentes na atmosfera, e o aumento do comércio entre os blocos certamente intensificará essa atividade.
Pavese enfatiza que a mudança comercial deve ser entendida dentro de um contexto mais amplo de transformação energética global. O acordo visa aproximar dois mercados complementares: a Europa, que demanda recursos para descarbonizar, e o Brasil, com seu potencial enorme para ser fornecedor da transição energética.
Essa parceria estratégica se torna ainda mais relevante diante das tensões geopolíticas e conflitos no Oriente Médio, que expõem a forte dependência global de combustíveis fósseis.
O acordo prevê o livre comércio e parceria estratégica entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a União Europeia (27 países). A eliminação de tarifas sobre cerca de 91% dos bens comercializados representa um marco significativo.
O Uruguai e a Argentina já ratificaram o acordo, e a publicação no Diário Oficial da União aguarda apenas a conclusão do processo. Com três dos quatro países do Mercosul concluindo o processo, a expectativa é que o novo capítulo comercial entre em vigor em breve, de forma provisória.
Estimativas indicam que a liberalização comercial pode eliminar cerca de R$ 22 bilhões de tarifas entre os blocos. A União Europeia já é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul, e a balança comercial entre as regiões apresenta uma característica incomum: um superávit para o Mercosul.
No entanto, a estrutura do comércio reflete diferenças importantes entre as economias. O Mercosul exporta principalmente commodities, enquanto a União Europeia vende bens manufaturados e tecnologia. A expectativa é que o acordo amplie o comércio em cerca de 2,3%.
A especialista Carolina Pavese destaca que há uma tendência de aumentar a pressão por padrões ambientais mais rigorosos e sustentáveis nas cadeias produtivas, já que o bloco europeu tem incorporado critérios de clima cada vez mais rígidos em seus acordos comerciais.
A União Europeia passou a incorporar critérios climáticos rígidos em suas políticas comerciais, como o CBAM (mecanismo de ajuste de carbono na fronteira) e o regulamento europeu antidesmatamento. Para a Europa, a descarbonização já é uma condição para fluxos de produtos internacionais.
A União Europeia é hoje o maior investidor estrangeiro no Brasil, com foco em serviços financeiros, petróleo e gás, comércio, infraestrutura energética e indústria química. Nos últimos anos, alguns setores ligados à transição energética registraram crescimento acelerado de investimentos europeus no país, como educação, pesquisa e desenvolvimento científico e mineração de minerais críticos.
A tendência europeia é ampliar sua presença no país em setores estratégicos da nova economia verde, como energia, aço verde e tecnologias de descarbonização.
O impacto final do acordo dependerá da implementação das regras ambientais e das políticas industriais adotadas pelos países envolvidos. Se bem executado, o tratado pode transformar o comércio internacional em um instrumento para acelerar a descarbonização.
Caso contrário, corre o risco de ampliar emissões em cadeias produtivas ainda intensivas em carbono.
Autor(a):
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!