Milei Defende Plano de Trump para Venezuela e Critica Maduro
Em entrevista à Bloomberg, nesta quinta-feira, 22, o presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou seu apoio ao plano proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Venezuela. Milei considerou a estratégia como “muito adequada”, ressaltando novamente sua forte crítica ao governo de Nicolás Maduro, que ele descreveu como um “tirano e assassino”.
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A declaração ocorreu durante uma entrevista à renomada mídia financeira.
Contato com a Oposição Venezuelana
O presidente argentino também detalhou seu contato recente com a líder da oposição venezuelana, que ele visitou em Oslo durante a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz. Milei enfatizou que acelerar uma solução para a crise política na Venezuela seria um risco, e que a abordagem defendida por Trump se alinha melhor com a realidade política do país vizinho.
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Defesa do Livre-Comércio e Críticas à Esquerda
Durante a entrevista, Milei reafirmou seu compromisso com o livre-comércio, comentando o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Apesar de reconhecer que a abertura econômica pode levar à perda de alguns empregos a curto prazo, ele argumentou que os ganhos estruturais superariam essa desvantagem. “Os países mais abertos são mais ricos, e a Argentina é o mais fechado”, afirmou, expressando confiança em um crescimento econômico a médio e longo prazo, impulsionado pela produtividade e especialização.
Críticas Ideológicas e Relações Institucionais
Milei aproveitou a oportunidade para criticar governos de esquerda, observando que “o bom da esquerda é que tudo parece bonito. O ruim é que sempre fracassam”. Apesar das divergências ideológicas, o presidente argentino declarou estar disposto a manter relações institucionais com líderes de esquerda, incluindo o presidente brasileiro, caso isso fosse necessário para os interesses da Argentina.
Ele busca pragmatismo em suas relações.
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Questões Regionais e a Presença Chinesa
Questionado sobre a presença chinesa na Argentina, Milei negou evidências de uma estação espacial chinesa no país. Ele se referiu à base instalada na Patagônia, cuja função é objeto de debate, e afirmou que a versão oficial é que os chineses que atuam no local são civis.
O presidente argentino demonstrou otimismo em relação ao cenário político regional, expressando a crença em uma expansão de governos de direita na América Latina nos próximos anos.
