“Minha moral está aumentando”, declara Eduardo Bolsonaro sobre os discursos dos ministros do STF

Deputado declarou ter sido “muito honrado” na sessão de hoje, ironizando as críticas à sua atuação nos Estados Unidos para tentar impedir o julgamento d…

01/08/2025 16h16

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DF - CÂMARA/EDUARDO BOLSONARO - POLÍTICA - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) caminha em direção ao seu gabinete no Congresso Nacional, em Brasília, nesta quarta-feira (10). 10/02/2021 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Logo após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta sexta-feira (1), que inaugurou a retomada dos trabalhos do Judiciário no semestre, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que os discursos em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo norte-americano através da Lei Magnitsky, aumentaram sua moral.

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Os magistrados discursaram em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo norte-americano através da Lei Magnitsky.

Em entrevista à revista Timeline, o Eduardo disse ter sido “muito homenageado” na sessão, ironizando as críticas dos ministros feitas à sua atuação nos Estados Unidos para tentar frear o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a até 43 anos de prisão.

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Na entrevista, Eduardo Bolsonaro também afirma que o STF “pode cometer atrocidades” com seu pai, e questiona o Supremo sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro ser preso. “E aí, STF, o que vai acontecer? Vocês vão jogar meu pai em um cárcere sujo torcendo por sua morte? Ou talvez até encomendar sua morte?”, declara o parlamentar. “Eu não sou um garoto que está fazendo ameaças”, complementa.

Em seu pronunciamento nesta sexta-feira, Alexandre de Moraes não mencionou diretamente o nome de Eduardo ou do comunicador Paulo Figueiredo, que têm divulgado nas redes sociais o interesse por sanções contra o Brasil, mas se referiu a “pseudopatriotas” que atuam contra o país.

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O ministro, que é o principal alvo dos Estados Unidos, classificou de “covarde e traiçoeira” a “organização miliciana” que tem atuado para impor sanções americanas ao País e a autoridades brasileiras, buscando obstruir a Justiça no julgamento de Bolsonaro.

Na sessão, Gilmar Mendes declarou que a Corte “não se dobra a intimidações” e afirmou que a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA é um “ato covarde” e “lesa-pátria”. Ele alertou que haverá uma “resposta à altura do Estado brasileiro”.

O presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, proferiu um discurso forte em apoio a Moraes.

O juiz justificou as decisões do relator da ação penal sobre o golpe, que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do Poder Judiciário brasileiro também transmitiu uma mensagem direta ao governo do presidente Donald Trump: “Todos os réus serão julgados com base nas provas produzidas, sem qualquer interferência, de qualquer origem”.

Com informações do Estadão Conteúdo Publicado por Fernando Dias

Fonte por: Jovem Pan

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