Investigação Contra Hospital Municipal em Macapá Levanta Suspeitas de Corrupção
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, emitiu uma ordem cautelar nesta quarta-feira (4) que afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e outros membros da administração municipal, incluindo o vice-prefeito e secretários, sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção.
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A medida surge em decorrência de uma investigação que apura um suposto esquema de fraude em licitações e lavagem de dinheiro, com recursos de emendas parlamentares destinados à área da saúde. A investigação se concentra em irregularidades relacionadas à construção do Hospital Geral Municipal, um projeto com um investimento de quase R$ 70 milhões.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, aponta para o direcionamento de contratos públicos para a empresa Santa Rita Engenharia, responsável pelo projeto e pela execução das obras do hospital. Há indícios de que a empresa foi favorecida de forma irregular, o que gerou movimentações financeiras suspeitas e saques em espécie envolvendo membros do alto escalão municipal e seus familiares.
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A situação se agrava com as descobertas da Controladoria-Geral da União e da autoridade policial.
Para garantir a preservação das provas e interromper as supostas irregularidades, o ministro autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além de buscas e apreensões nas instalações dos envolvidos. A medida visa coletar evidências concretas e fortalecer o caso em desfavor dos suspeitos.
Paralelamente, a Polícia Federal iniciou a segunda fase da Operação Paroxismo, que aprofunda as investigações sobre a possível fraude na licitação do contrato da construção do hospital.
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A operação, que abrange as cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), resultou na execução de 13 mandados de busca e apreensão. Além disso, o STF determinou o afastamento temporário de servidores públicos, com um prazo inicial de 60 dias, para garantir a imparcialidade das investigações.
As investigações revelam um esquema complexo envolvendo agentes públicos e empresários, com o objetivo de direcionar licitações, desviar recursos públicos e realizar lavagem de dinheiro no projeto de engenharia do hospital. A Prefeitura de Macapá ainda não se pronunciou sobre o caso.
