Ministro do STF analisa contradições no Caso Martins: nova etapa da investigação!
Luís Roberto Barroso examina dúvidas sobre viagem de Filipe Martins aos EUA.
Evidências apontam para possível fraude e atuação de organização criminosa.
Investigação sobre dados desencontrados continua em andamento
Durante o julgamento referente à investigação da tentativa de golpe de Estado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, examinou as divergências de informações que cercam o caso envolvendo Filipe Martins, ex-assessor internacional do então presidente.
A principal questão em discussão é a suposta viagem de Martins aos Estados Unidos em dezembro de 2022.
O ministro destacou que a incerteza sobre a entrada de Martins nos EUA, inicialmente confirmada por documentos e posteriormente questionada por registros posteriores, foi o fator determinante para a decisão de converter a prisão preventiva do ex-assessor em medidas cautelares, tomada em agosto deste ano.
Barroso ressaltou que a discussão sobre a veracidade da viagem não invalidava o mérito da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
A defesa de Martins apresentou evidências que indicavam sua permanência no Brasil, incluindo bilhetes aéreos para 31 de dezembro de 2022 e um boletim de ocorrência de 2021 referente à perda de seu passaporte. Essas informações contradizem a versão da Polícia Federal, que o detivera em fevereiro de 2024 sob a suspeita de fuga do país.
O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA confirmou que Martins não ingressou no país na data alegada pela PF, o que reforçou a tese de que a prisão se baseara em informações falsas. A investigação sobre a origem das informações desencontradas continua em andamento.
Diante das evidências apresentadas e do posicionamento da alfândega americana, a Polícia Federal solicitou a abertura de um novo inquérito. A corporação suspeita que o registro de entrada nos EUA pode ter sido simulado, com o objetivo de desacreditar as provas do STF e dificultar o andamento do processo.
A investigação aponta para a possível atuação de uma organização criminosa que teria utilizado prerrogativas diplomáticas para inserir dados falsos no sistema migratório.
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