O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a notícia com calma de que assumiria a relatoria das investigações sobre o Banco Master. Informações da Jovem Pan, obtidas de fontes próximas ao magistrado, indicam que Mendonça adotará uma postura discreta, similar àquela que tem mantido nas investigações sobre supostas fraudes no INSS.
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O ministro aguarda a conclusão das análises para poder considerar os pedidos apresentados por parlamentares, que buscam acesso aos materiais do Caso Master.
Reunião com a Polícia Federal
A Jovem Pan apurou que o ministro André Mendonça participará de uma reunião com a Polícia Federal por vídeo, já que o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), está em São Paulo. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, também estará presente no encontro.
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Desம்பramento e Avaliação do STF
Ontem, o presidente do STF, Edson Fachin, conduziu uma reunião com os ministros para discutir o relatório da Polícia Federal, que inclui uma perícia realizada no celular de Vorcaro. Isso significa que ele será considerado suspeito para atuar no processo.
A Jovem Pan confirmou que, apesar do isolamento, Mendonça cedeu. A avaliação dos ministros do STF é que a atuação do ministro no processo do Banco Master gerou um desgaste desnecessário para o Supremo.
Consequências do Caso Master
Após identificar irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
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Os episódios que levaram à liquidação do Banco Master, ocorrida em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro. As investigações revelam que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade acima do mercado, sustentada por riscos excessivos e operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Impacto e Resolução
Os casos envolvendo o Banco Master geraram tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a Polícia Federal. Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o pagamento de garantias aos depositantes do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank.
O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.
