Inquérito do Caso Master Ampliado por 60 Dias
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu o inquérito relacionado ao caso Master por mais 60 dias. A decisão, solicitada pela Polícia Federal (PF), visa dar mais tempo para aprofundar as investigações sobre as ações do Banco Master.
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A solicitação de prorrogação foi motivada pela necessidade de novas etapas investigativas apontadas pela PF, conforme documento 524.
Prisão de Daniel Vorcaro
Em março de 2026, o ministro Mendonça autorizou a transferência do empresário Daniel Vorcaro e de outros três indivíduos para unidades penitenciárias em São Paulo. Posteriormente, Vorcaro foi preso na Penitenciária Federal de Brasília, após indícios de que o grupo tentava influenciar a opinião pública contra agentes do Estado.
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A Polícia Federal acredita que a organização criminosa buscava criar uma estrutura de intimidação e interferência em investigações.
Investigação e Acusações
A investigação aponta que o Banco Master utilizava estratégias para captar recursos através da emissão de CDBs com rentabilidade superior ao mercado, direcionando o dinheiro para operações de alto risco. Essa prática expunha investidores e poderia configurar gestão fraudulenta.
Além disso, a estrutura financeira do banco teria sido usada para ocultar recursos e realizar pagamentos indevidos.
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O Núcleo de Intimidação: “A Turma”
Um ponto central da investigação é a existência de um grupo informal chamado “A Turma”, responsável por monitorar, intimidar e coletar informações sobre pessoas consideradas ameaças aos interesses do grupo. Há indícios de que membros desse grupo obtiveram acesso a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol, com o objetivo de monitorar jornalistas, ex-funcionários e concorrentes, obter dados sigilosos e pressionar pessoas críticas ao banco.
Mensagens e Intenções Criminosas
Análises de mensagens trocadas por Daniel Vorcaro revelam pedidos para “levantar tudo” sobre alvos específicos e sugestões de intimidação, incluindo a ideia de simular um assalto contra um jornalista. Diálogos indicam a intenção de intimidar a imprensa e até mesmo de provocar um episódio de violência para silenciar críticas.
A Polícia Federal considera essas mensagens como evidência de uma tentativa de obstrução da justiça.
Reação da Imprensa e Próximos Passos
O jornal O Globo repudiou veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, reafirmando o compromisso de seguir cobrindo o caso. A instituição garante que não se intimidará com as ameaças e continuará investigando as ações do Banco Master.
A Polícia Federal prosseguirá com as investigações, buscando reunir mais provas e identificar todos os envolvidos na organização criminosa.
