Motociclistas invadem SP em protesto: exigências urgentes e radicais!

Motociclistas invadem São Paulo! Protesto exige justiça e melhores salários em apps de entrega. Entregadores pedem fim de abusos e regulamentação urgente.

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(Imagem de reprodução da internet).

Motociclistas em Protesto nas Margens de São Paulo Exigem Melhores Condições de Trabalho

Em uma manifestação que se estendeu pela manhã de quarta-feira, 25, motociclistas bloquearam diversas vias da Zona Sul de São Paulo, buscando chamar a atenção para suas reivindicações em relação à remuneração e às regras que regem o trabalho em aplicativos de entrega.

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O protesto, que se concentrou na Avenida das Nações Unidas, Marginal Pinheiros e áreas próximas à Ponte Estaiada, mobilizou cerca de 150 participantes, conforme informações da Polícia Militar.

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Reivindicações Centrais e Contestações

Os manifestantes, que incluem entregadores de bicicleta e moto, alegam que a mobilização visa garantir melhores condições de trabalho e questionar recentes exigências impostas à categoria. Entre os pontos de discordância, destaca-se a obrigatoriedade de cursos específicos para a atividade, sem a definição de um período de adaptação.

A categoria também critica a falta de transparência nos pagamentos, apontando para corridas de até seis quilômetros pagas com valores mínimos de R$ 7 para bicicletas e R$ 7,50 para motos, sem considerar a distância, o horário ou as condições da entrega.

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Além disso, os trabalhadores defendem a criação de uma taxa de espera, equivalente a 10% do valor da corrida, como forma de compensação durante os períodos de inatividade. Essa proposta surge em meio a discussões sobre a regulamentação do trabalho em plataformas digitais, um tema que envolve empresas de tecnologia, trabalhadores e o poder público.

O PL dos Apps, em tramitação no Congresso Nacional, propõe diretrizes para a atuação de entregadores e motoristas vinculados a aplicativos, incluindo regras sobre remuneração e proteção social.

Resposta do Governo e Propostas em Análise

Em resposta às manifestações, o governo federal apresentou um relatório com propostas para regulamentar o setor, incluindo um piso salarial de R$ 10 por corrida, limitado a 4 quilômetros. O documento também sugere um adicional de R$ 2,50 por quilômetro em trajetos superiores a 4 km, além do pagamento integral em casos de entregas agrupadas.

O grupo de trabalho, que reúne representantes de entregadores, motoristas de aplicativos e integrantes de sete ministérios do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, busca garantir a justiça remuneratória e a visibilidade da categoria.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que o valor mínimo de R$ 10 por corrida atende às demandas da categoria e contribui para o aprimoramento da justiça remuneratória. O governo também anunciou duas portarias com foco em infraestrutura e transparência de ganhos, incluindo a criação de 100 pontos de apoio e a divulgação da composição de preços no delivery.

Essas medidas visam desmistificar a narrativa das grandes plataformas e garantir a transparência na relação entre entregadores, empresas e restaurantes.

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