MTE registra queda nas contratações mensais em maio de 2026

O Brasil encerrou o mês de maio com um balanço positivo no mercado formal: foram criadas 72.960 vagas em empregos registrados sob carteira assinada, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça – feira, dia 30.
As informações vieram através dos registros oficiais contidos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Embora tenha sido registrado saldo líquido ainda favorável para a economia nacional neste período específico, os números apontaram que este foi também o menor resultado mensal desde o início da série histórica analisada por esta fonte até agora na gestão de 2026.
Desaceleração observada nos postos de trabalho
Ao longo das cinco semanas em maio, foram contabilizadas um total de 2.207.303 contratações formais contra 2.134.343 desligamentos do mercado de trabalho brasileiro. Esse balanço liquidado resultou no mais baixo índice acumulativo deste ano fiscal e é reflexo direto de uma tendência já sinalizada pela desaceleração econômica que se observa há algum tempo.
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Os dados mostram o volume muito abaixo da marca registrada ainda em março; naquele mês anterior quase 229 mil vagas haviam sido abertas para os trabalhadores brasileiros. Já abril também registrou cerca de 79 mil postos, um número significativamente menor — ficando menos da metade— comparado ao pico visto na terceira semana do trimestre passado.
Desempenho setorial: Serviços lideram a geração
Analisando por setores econômicos, foi possível identificar quais áreas impulsionaram mais as contratações no período analisado pelo MTE. O setor de serviços se destacou como principal gerador de empregos formais com saldo totalizando impressionantes 45.655 novas posições ocupacionais em maio.
Em seguida vier o segmento de construção civil e agropecuária; estes registraram saldos positivos significativos para os trabalhadores da área (12.096 vagas na Construção) e do campo (Agropecuária), respectivamente.
Comércio mostra fraqueza histórica. Por outro lado, a performance foi menos robusta nos setores industrial e comercial. A indústria registrou um acréscimo menor no número de postos — apenas 4.974 empregos —, enquanto o comércio apresentou desempenho particularmente fraco neste mês com saldo registrado nas admissões em torno dos números baixíssimos das quatro dez unidades monetárias reais.
O resultado obtido pelo setor varejista é considerado inferior à metade da marca que havia sido criada na mesma época passada; comparado ao ano anterior foram criadas cerca de 153 mil vagas durante maio do último ciclo econômico. Ainda considerando os cinco primeiros meses, entre janeiro e maio corrente, o acumulado total alcançou a cifra expressiva de 762.326 postos formais trabalhados no país.
Esse montante representa um crescimento geral para este período específico nos últimos anos até agora (crescimento percentual em relação aos dados anteriores). No entanto, mesmo com esse saldo positivo cumulativo, ele se configura como menor resultado registrado neste quinquênio desde aquele marcado pela pandemia da COVID-19.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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